sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ATRAVÉS DA FÉ SOMENTE

por John W. Robbins

Um homem é justificado pela fé sem as obras da lei (Romanos 3:28).

“Pela fé somente” foi o moto da Reforma Protestante no século dezesseis. Ele era radical e ainda é radical da mesma forma agora. Ele não significa quietismo, isto é: “Deixe Cristo viver a vida vitoriosa em você”. Nem significa a indolência negligente do ‘não-faça-nadismo' espiritual. A Reforma foi revolucionária. “A fé somente” não era o slogan de uma piedade delicada e enclausurada. Ela foi o grito de batalha de um movimento que virou o mundo de cabeça para baixo.

O que “a fé somente” significa? “A fé somente” é a confissão de que tudo o que é necessário para a nossa aceitação diante de Deus foi realizado pelo próprio Deus em Jesus Cristo. É um reconhecimento de que o próprio Cristo, em nosso nome e em nosso favor, cumpriu todas as obrigações diante do tribunal da justiça eterna. Esse ato redentor foi tão completo e perfeito que não podemos e não precisamos adicionar nada a ele. “A fé somente” significa que não podemos contribuir em nada para a nossa salvação, mas que devemos nos submeter ao que Deus já fez — plena e completamente.

“A fé somente” não significa que a própria fé em si nos fará agradáveis e aceitáveis a Deus. Somente um é justo. Somente um é agradável. “A fé somente” é uma confissão de que a obra salvadora de Deus foi realizada completamente fora de nossa experiência. Há alguns que admitirão que somente Deus salva, mas eles imaginam que essa obra salvadora é realizada dentro deles. Mas a fé sempre é direcionada para a ação de Deus fora-de-mim, em Jesus Cristo. Como John Bunyan escreveu: “Ela é a justiça que reside com uma pessoa no Céu que me justiça, um pecador, sobre a Terra”. O livro de Apocalipse mostra que o progresso da causa de Cristo depende da ação de Cristo no controle do universo. Somente ele pode mover a história em direção de sua grande consumação. Somente ele deve trazer salvação àqueles que avidamente esperam por ele (Hebreus 9:28). “A fé somente” é, portanto, uma confissão de que a salvação foi ganha pelos atos poderosos e conquistadores nos quais não temos nenhuma participação.

“A fé somente” é uma confissão de que a nossa justiça não está em nós, mas em Jesus Cristo, à destra de Deus. Ela significa que continuamente confessamos que somos pecadores e que não temos nenhuma justiça para nos justificar, salvo aquela que é fora de nós na pessoa do nosso mediador. Isso significa que a vida não é cumprida aqui e agora nesse processo histórico. Sabemos que tudo o que fazemos é indigno. Nossas melhoras obras, quando testadas pelo esplendor nítido da lei de Deus, não são melhores do que trapos de imundícia. Note que Isaías diz que toda a nossa “justiça” — não nossa “injustiça” — são trapos de imundícia.

Nós nunca somos justos diante de Deus em virtude de termos nascido de novo, ou por sermos cheios do Espírito, ou por vivermos em nova obediência, ou pelos atos de “entrega” ou “confiança”. A verdade da “fé somente” é um grande NÃO contra as aspirações do humanismo, Romanismo, Pentecostalismo, neo-evangelicalismo, Arminianismo, Wesleyanismo, e todos os outros –ismos que prometem o cumprimento das exigências de Deus através da experiência interna e terrena. “A fé somente” diz: “Nossa plenitude é realizada somente nele” (Colossenses 2:10). “A fé somente” significa que adimitimos nossa destituição. Confessamos diante da justiça que não temos como pagar a nossa dívida.

“A fé somente” significa que chegamos a Deus confiando em seu amor, misericórdia e perdão. “A fé somente” é uma humilhação do homem no pó, uma dependência de Deus para fazer por nós o que não podemos fazer por nós mesmos. Nada esvazia um homem como “a fé somente”. Essa é a razão pela qual somos cheios com o Espírito pela fé (Gálatas 3:14). Que nunca falemos da fé mais a auto-crucificação, mas da fé como auto-crucificação. “A fé somente” é a fonte de toda verdadeira obediência. O primeiro mandamento diz: “Não terás outros deuses diante de mim”. Em seu Catecismo, Martinho Lutero diz:

Um Deus é aquele a quem procuramos para todo o bem e a quem recorremos por ajuda em todo tempo de necessidade; ter um Deus é simplesmente confiar e crer em alguém de todo o nosso coração... Se sua fé e confiança são corretas, então da mesma forma seu Deus é o Deus verdadeiro. Por outro lado, se sua confiança é falsa, se ela é errada, então você não tem o Deus verdadeiro... Eu digo, não importa no que o seu coração.... confie que seja realmente o seu Deus... Se o coração está corretamente disposto para com Deus e esse mandamento é cumprido, a obediência ao restante se seguirá por si mesma..


“A fé somente” liberta um homem para uma vida de boas obras. Por outro lado, quando um homem falha em entender o Evangelho e a lei, ele trabalha em vão e gasta suas forças por nada. Seu esforço é direcionado para fazer o que somente Deus pode fazer. No fundo do coração, toda alma é consciente da necessidade de ser correta diante de Deus. Mas a justificação é uma grande obra que somente Deus pode fazer. Quando um homem cegamente gasta suas forças e se esforça para fazer a obra de Deus, ele não pode conhecer a sua própria obra. Quando ele trabalha com seus dedos até esses ficarem só o osso, tentando se salvar, ele não pode amar seu próximo, pois ele não tem tempo para ele. “A alma liberta da ansiedade sobre si mesma está livre para exercer preocupação com os outros. O coração é despreocupado de si mesmo para se empenhar na salvação daqueles ao seu redor” (W. H. Griffith-Thomas, The Principles of Theology: An Introduction to the Thirty-nine Articles [London: Church Book Room Press, 1956], 194). Isso é muito diferente da falsa religião que remove toda urgência da ação ética. “A fé somente” coloca um homem para trabalhar para Deus como nada mais poderia. Ela não é um ópio para fazer um cristão dormir, mas um estimulando para colocá-lo em ação. “A fé somente” é poderosa. O que a torna poderosa é seu objeto poderoso. Como João o Batista, ela aponta para fora de si mesma, para o Cordeiro de Deus, que é o único que tira o pecado do mundo.


Extensivamente revisado e adaptado de Present Truth, uma revista extinta.

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 05 de Outubro de 2005.


Este artigo é parte integrante do portal http://www.monergismo.com/. Exerça seu Cristianismo: se vai usar nosso material, cite o autor, o tradutor (quando for o caso), a editora (quando for o caso) e o nosso endereço. Contudo, ao invés de copiar o artigo, preferimos que seja feito apenas um link para o mesmo, exceto quando em circulações via e-mail.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

OS FILHOS DE DEUS E A CULTURA POPULAR

por Mauro Meister

Quando Deus determinou criar a raça humana, ele estabeleceu alguns propósitos e parâmetros para um bom relacionamento entre criador e criatura. Esses propósitos e parâmetros são descritos pela Bíblia e por nossa teologia na forma de uma aliança. Deus fez uma aliança com a criatura e estabeleceu pelo menos três diferentes mandatos para a humanidade: o mandato espiritual (seu relacionamento com o Criador), o mandato social (seu relacionamento em família) e o mandato cultural (seu relacionamento com a sociedade). Não estarei surpreendendo ninguém se disser que quebramos os três! O homem negou seu Criador, desobedecendo suas ordens, quebrou os seus elos familiares com mentiras, acusações e esquivando-se de suas responsabilidades (Adão e Eva - marido e esposa - Caim e Abel -irmãos) e desenvolveu o mandato cultural da pior forma possível (poligamia, assassinato, brutalidade, etc.). Por curiosidade, verifique Gênesis 4:17-23. Coisas boas aconteceram, mas as ruins... prevaleceram.

Este artigo vai tratar do problema da quebra do terceiro mandato – o cultural. Como os cristãos podem e devem relacionar-se com o que tem acontecido no nosso mundo? Quais devem ser os nossos limites e a nossa influência na cultura em que vivemos? O que de fato tem acontecido com os cristãos na modernidade?

É fundamental que, antes de mais nada, o cristão conheça a sua cidadania: “Eles continuam no mundo... Eles não são do mundo...” (João 17:11,16). Nós somos cidadãos dos céus, mas as nossas passagens para lá ainda não chegaram, e enquanto estamos aqui temos muito o que fazer, sem no entanto esquecermos que somos de lá. O problema é que além de sermos muitos parecidos com o pessoal do lado de cá, muitas vezes nos deixamos influenciar com os erros do mundo, desobedecendo o mandato cultural.

Observando o que acontece nos Estados Unidos, de onde as missões que nos trouxeram o evangelho saíram, pode-se observar como as coisas estão se deteriorando rapidamente, e mais rápido ainda, chegando aqui. Ao contrário do nosso Brasil, os Estados Unidos nasceram de ideais religiosos, recebendo forte influência da Palavra de Deus. Hoje é proibido falar em Deus nas escolas públicas (professores que por ventura o façam correm o risco de ser demitidos); o mesmo povo que luta por salvar as baleias (o que se deve fazer), luta pela legalização do aborto e igualdade para os homossexuais (algo semelhante acontecendo no Brasil em 1997/98?). Onde chegamos!? Ora, estes são apenas exemplos dos extremos. Muitas coisas bem pequeninas tem influenciado comunidades inteiras de cristãos (estou falando de verdadeiros cristãos e não dos que apenas se chamam assim), e essas pequenas influências vão se tornando imensos tropeços. Por favor não me entenda mal. Não estou defendendo nenhum isolacionismo cristão (a história já comprovou que os monastérios não funcionam). Isto é errado. Mas penso que os cristãos precisam conhecer melhor o terreno em que estão pisando.

Como esta influência nos assalta? Já que nos livramos dos perigos de imperadores malucos como Nero e de ameaças terríveis como o Coliseu (a propósito, não há evidências claras de que cristãos tenham morrido no Coliseu), como livrar-nos da má influência cultural? (por favor, não é livrar-se da cultura, mas do que é podre nela). Em primeiro lugar, entendendo-a (devo estas idéias ao Dr. Kenneth Meyer em seu livro All God's Children and Blue Suede Shoes [“Todos os Filhos de Deus e Sapatos Azuis de Veludo” esta última parte referindo-se a uma música muito popular cantada por Elvis Presley] e ao Dr. David Wells, preletor no Francis Schaeffer Institute, Covenant Theological Seminary, Saint Louis, EUA, em setembro de 1992).

O grande problema que temos ao enfrentar a chamada “cultura popular” é que na verdade somos moldados por ela, não só naquilo que pensamos e sentimos, mas na forma como pensamos e sentimos. Como isso aconteceu?

Primeiro, filosoficamente. O fato é que os “grandes filósofos” conseguiram destruir toda a base para que o homem continue crendo em verdades absolutas. Tudo é relativo tudo é meia-verdade (não meia-mentira). Nos meios sociais a idéia de "contar uma mentirinha de vez em quando" é muito comum, afinal, foi por uma boa causa, não é mesmo? A cultura moderna apresenta um boa oportunidade para muitos aproveitarem e serem 'meio-cristãos' (precisamos urgentemente de uma teologia da meia-salvação, se é que já não inventaram). Portanto, nosso primeiro grande problema diante da cultura popular é a relativização da verdade.

Em segundo lugar, a cultura popular especializou-se em oferecer-nos gratificação instantânea (depois da Polaroid, o que falta inventar - lembranças eternas reveladas instantaneamente - nem acabamos de viver o momento e já o trocamos pela foto). Nós, cristãos modernos, estamos mergulhados na nossa cultura sem perceber o que de mal ela pode nos fazer. Faça um auto-teste de QCP (Quociente de Cultura Popular).

Se você for comprar uma TV, você prefere com controle ou sem controle? Se for fazer compras, qual a loja lhe chama mais a atenção, a loja com entrega imediata ou sem entrega imediata? Se for a um restaurante, prefere um com bufê ou aquele demorado a la carte? O telefone, sem fio ou com fio? (eu sempre preferi os primeiros). Faça as contas de quantos aparelhos de TV, rádios, gravadores, vídeo cassetes, CDs, PCs, Fax, telefones e demais controles remotos você tem em casa. Por aí dá prá se tirar uma idéia. O ter estas coisas todas não é o mal, deixar que elas moldem seus desejos é muito ruim. Se eu posso ter isto imediatamente, por que deixar para amanhã? (a mesma idéia da cultura inflacionária). Ora, tudo isto que a cultura Pop nos oferece matou outros valores que certamente demandam mais tempo. Por exemplo, por que perder tempo lendo um livro se eu posso ver o filme? E o pior, por que fazer algo que demanda da minha mente se eu tenho quem pensa por mim?

Aqui está, creio eu, o grande perigo para todos os cristãos com alto QCP. A cultura popular não só se especializou em gratificação imediata como também em moldar a mente daquele a quem gratifica. Ela lhe diz o que é bom e você perde o direito de pensar e analisar o que é realmente bom e agrada a Deus.

A cultura da gratificação instantânea invadiu a igreja! Esta foi a última arma do inimigo para destruir os filhos de Deus, e tem funcionado bem. Já há algum tempo temos as igrejas instantâneas, os crentes instantâneos, as curas instantâneas, líderes instantâneos, tudo instantâneo. Nada pode esperar, e tudo tem que ser como eu quero. As conseqüências são óbvias: não só a igreja tem que ser como eu a quero, com todo o tipo de gratificação instantânea que a cultura popular oferece, mas o Deus desta igreja tem que ser também moldado à imagem e semelhança da minha cultura. Não é de se admirar que o nosso povo ande tão confuso.

Não sei se este artigo vai ajudá-lo a entender um pouco de si mesmo e das coisas que lhe cercam. Porém recomendo: não espere entender tudo instantaneamente... Prá terminar, posso dizer que as respostas a estes problemas todos não aparecem instantaneamente, mas somente quando observamos as palavras de Paulo em Romanos 12:2 - “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”.

Este artigo é parte integrante do portal http://www.monergismo.com/. Exerça seu Cristianismo: se vai usar nosso material, cite o autor, o tradutor (quando for o caso), a editora (quando for o caso) e o nosso endereço. Contudo, ao invés de copiar o artigo, preferimos que seja feito apenas um link para o mesmo, exceto quando em circulações via e-mail.

IPB MANIFESTA-SE A RESPEITO DAS LEIS SOBRE O ABORTO E A HOMOFOBIA

Presidente do Supremo Concílio, rev. Roberto Brasileiro publica artigo com a posição da denominação frente a assuntos que estão mobilizando o país.

Na qualidade de Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, diante do momento atual em que as forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação com a possibilidade da aprovação de leis que venham labutar contra a santidade da vida e a cercear a liberdade constitucional de expressão das igrejas brasileiras de todas as orientações, venho a público me MANIFESTAR quanto à prática do aborto e a criminalização da homofobia.

I – Quanto à prática do aborto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados pela prática clandestina de abortos, causando a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família.

Visto que: (1) Deus é o Criador de todas as coisas e, como tal, somente Ele tem direito sobre as nossas vidas; (2) ao ser formado o ovo (novo ser), este já está com todos os caracteres de um ser humano e que existem diferenças marcantes entre a mulher e o feto; (3) os direitos da mulher não podem ser exercidos em detrimento dos direitos do novo ser; (4) o nascituro tem direitos assegurados pela Lei Civil brasileira e sua morte não irá corrigir os males já causados no estupro e nem solucionará a maternidade ilegítima.
Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante.

II – Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna, em 1988, já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “(...). desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1 Coríntios 6.9-11).

Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada Lei da Homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática da homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas as orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.

Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.

Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

QUEM É O CULPADO PELA HOMOSSEXUALIDADE?

Rev. Angus Stewart

Algumas pessoas sugerem perversamente que o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo é “culpado” pela homossexualidade. “Culpado” requer transgressão da lei, e, portanto, culpa, mas o Todo-Poderoso não pode pecar ou mesmo ser tentado ao pecado. Todos os caminhos de Jeová são “justos e retos”, pois “Deus é a verdade, e não há nele injustiça” (Deuteronômio 32:4). Assim, a Escritura, com retórica e indignação, pergunta “Ó homem, quem és tu, que a Deus replicas?” (Romanos 9:20).

Deus criou o homem santo e reto, e fez todas as coisas “muito boas” no início (Gênesis 1:31), incluindo a criação da nobre instituição do casamento entre um homem e uma mulher para a vida (Gênesis 2:24; Mateus 19:4-6; Hebreus 13:4). No entanto, como disse Salomão, “Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias” (Eclesiastes 7:29), incluindo pornografia, fornicação, adultério, estupro, bestialidade, pedofilia, sodomia e lesbianismo. Paulo, um apóstolo de Jesus Cristo, fala acerca das “paixões infames” do lesbianismo (“até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza”) e da sodomia (“semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”) (Romanos 1:26-27).

O Catecismo Maior de Westminster da Igreja Presbiteriana cita versículos como prova de que “a sodomia e todas as paixões infames” estão entre aqueles “pecados proibidos no sétimo mandamento” (P & R 139). Tão longe está Deus de ser “culpado” pela homossexualidade que Ele culpa aqueles acusados pelas suas “paixões infames” e torpeza (Romanos 1:26-27) e os pune. No entanto, não apenas os homossexuais receberão “o julgamento de Deus”; idólatras, inventores de males, caluniadores, soberbos, murmuradores, detratores, desobedientes aos pais e às mães, presunçosos, enganosos, avarentos, invejosos,
cheios de malignidade etc., também estão debaixo “da ira de Deus” (Romanos 1:18-32).

Felizmente as Escrituras nos revelam a justiça perfeita de outro, o Filho de Deus encarnado, que é imputada à nossa conta mediante a fé. O evangelho de Cristo “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”, incluindo o homossexual arrependido (Romanos 1:16-17).

Tradução de Marcelo Herberts

HOMOSSEXUALIDADE

Rev. Ronald Hanko

Não é difícil crer que tem havido por muitos anos uma campanha organizada no governo e na mídia para promover um “entendimento” da homossexualidade. Dessa forma, a homossexualidade tem se tornado mais e mais aceita como algo “normal” em nossa sociedade. Mesmo a igreja tem, de modo geral, se rendido nessa questão. Que a homossexualidade é aceita na sociedade e na igreja, contudo, não significa que ela é aceitável a Deus. A Bíblia fala claramente sobre a homossexualidade. E visto que a Bíblia é a Palavra de Deus, toda discussão deve começar e terminar com o que a Bíblia diz. Você sabe o que a Bíblia diz?

A Bíblia diz claramente que a homossexualidade é pecado. Alguns podem não concordar com o que a Bíblia diz, mas não pode haver dúvida que isso é o que ela ensina. O livro de Romanos, capítulo 1, versículos 26-32, por exemplo, chama a homossexualidade de uma afeição “infame” e fala dela como algo que é “contrário à natureza” – algo que Deus julgará.
Todos os argumentos de que a homossexualidade é genética, de forma que uma pessoa não pode fazer nada sobre isso, não mudam o que Deus diz em Sua Palavra. Nem podem os cristãos que crêem na Bíblia ficar em silêncio sobre o que a Palavra de Deus diz, mesmo que a questão toda seja altamente carregada de emoção e política.

Porque a homossexualidade é pecado, a mesma coloca homens e mulheres debaixo da ira de Deus e em perigo dos Seus julgamentos. O mesmo capítulo e versículos de Romanos já mencionados nos dizem que o julgamento de Deus contra a homossexualidade e outros pecados é esse: aqueles que cometem tais pecados são dignos de morte. Condenar a homossexualidade como pecado, contudo, não é excluir os homossexuais praticantes e aqueles que lutam com desejos homossexuais de qualquer esperança de salvação. A homossexualidade não é o pecado imperdoável. O sacrifício e morte de Jesus Cristo são a ajuda e esperança de todos os pecadores que se arrependem.

No livro de 1Coríntios, capítulo 6, versículos 9-11, a Bíblia diz o seguinte de alguns membros da igreja: “Tais fostes alguns de vós”. Mas diz também: “mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus”. Estamos mais interessados, portanto, que aqueles que estão envolvidos nesses pecados sejam chamados ao arrependimento e confissão de pecado diante de Deus. Possam aqueles que estão envolvidos em tais pecados, dizerem pela graça de Deus: “Tais fomos alguns de nós, mas fomos lavados e santificados”.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Extraido de: www.monergismo.com.br