sábado, 27 de março de 2010

A IGREJA MODELO


Texto: 1TESSALONICENSES. 1: 1-10

INTRODUÇÃO
- Será que somos uma igreja Modelo? Será que estamos ajudando a nossa igreja a ser uma igreja exemplar, uma igreja Bíblica?
- A igreja de Tessalônica era uma igreja modelo. Paulo em sua segunda viajem missionária partiu com Silas de Filipos para a cidade de Tessalônica no ano 50 d.C (At. 17: 1-10), e por três meses anunciaram e ensinaram (sinagogas) os fundamentos da fé cristã naquela cidade.
- Paulo teve que sair daquela cidade por causa do grande tumulto que os judaizantes causaram (At. 17: 5-9).
- Mesmo sendo uma igreja jovem, Paulo fica sabendo através de Timóteo (3: 6-8) que aquela jovem igreja, em meio à perseguição, demonstrava uma fé solidificada nos fundamentos cristãos. Em pouco tempo, Paulo e Silas deixaram uma congregação de crentes bem instruídos das doutrinas da fé, a ponto de não cederem diante das perseguições.
- Os tessalonicenses estavam firmes na fé servindo assim de modelo para outras igrejas daquela região.
- O apóstolo recebendo estas boas noticias de Timóteo, sobre a fé daqueles irmãos, resolve escrever esta carta conhecida como, aos Tessalonicenses. Tessalonicenses é uma das primeiras cartas escritas pelo apóstolo Paulo. Ele escreveu esta carta quando estava na cidade de Corinto no verão de 51 d.C, apenas vinte anos depois da ascensão do Senhor Jesus.
- O tema central desta carta é a volta do Senhor Jesus Cristo. Em cada um dos cinco capítulos Paulo fala sobre este tema tão sublime e importante, pois esse é o fundamento, para que a igreja seja modelo em um mundo caído.
Tese: O apostolo então, nos apresenta aqui quatro características de uma igreja modelo:

F.T – Em primeiro lugar:
I - UMA IGREJA MODELO É COMPOSTA DE PESSOAS ELEITAS –V. 2-4
(a). É um organismo espiritual de pessoas que Deus chamou das trevas para a sua maravilhosa luz - 1 Pd. 2: 9
1. Paulo diz que as pessoas que fazem parte dessa igreja eleita demonstram algumas características:
a. Possuem uma fé operosa
i. Os tessalonicenses possuíam uma fé produtiva
ii. Os tessalonicenses tinham fé e tinham obras - Tg. 2.14-26
 A boa obra não produz salvação, mas é o fruto da Fé genuína.
b. Possuem um amor abnegado
i. Os crentes de Tessalônica eram abnegados ao ponto de chegarem ao esgotamento pela causa do seu Mestre, Salvador e Senhor absoluto.
c. Os crentes de Tessalônica sacrificavam-se em benefício da obra de Deus. Aqueles irmãos perseveravam no amor de Cristo, pois nada poderia separá-los desse amor – Rm. 8.35-39
2. Possuem uma firme esperança no Senhor, mesmo nas tribulações.
i. Os tessalonicenses tinham uma firme esperança que Jesus retornaria para livrá-los de suas tribulações.
a. Essa firme esperança estava alicerçada no fato de que Jesus ressuscitou – 1Pd. 1: 1-9
b. Essa firme esperança estava alicerçada na certeza de que eles eram co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua gloria, alegrassem e exultassem - 1 Pd. 4: 12-16.

F.T – Em segundo lugar:
II - UMA IGREJA MODELO É AQUELA QUE FOI FUNDADA EM BASE SOLIDA – V. 5
(a). A igreja de Tessalônica foi fundada em poder.
1. A mensagem operou na vida deles com um poder (dunamiv) sobrenatural, produzindo:
i. Convicção de pecado
ii. Arrependimento
iii. Conversão
(b). A igreja de Tessalônica foi fundada no Espírito Santo
1. Esse poder foi produzido pelo Espírito Santo.
i. Sem esse poder há igreja certamente não existiria.
ii. Sem esse poder não há possibilidade de sermos testemunhas.
(c). A igreja de Tessalônica foi fundada em plena convicção
1. Convicção de que aquilo que eles escutaram de Paulo era a verdade de Deus. Isso resultou em plena segurança de fé – Rm. 10: 17
Aplicação - Paulo não somente pregava o evangelho, como também levava uma vida coerente com a mensagem que pregava – v. 5b. O melhor sermão é uma vida santa.

F.T – Em terceiro lugar:
III - UMA IGREJA MODELO É COMPOSTA DE PESSOAS QUE TEM UM VIBRANTE TESTEMUNHO – V. 6-7
(a). Os irmãos de Tessalônica testemunharam pelo exemplo de vida (v.7). A igreja de Tessalônica servia de exemplo, para toda a Grécia.
1. Eles possuíam um modo genuinamente cristão de viver, pois imitavam o exemplo de Paulo e do Senhor – v. 6
i. Foi por meio da vida do apostolo que Cristo foi apresentado a eles pela primeira vez.
ii. Aplicação – Os nossos semelhantes devem ver Cristo em nós. Devemos ser capazes de repetir o que Paulo disse: Sedes meus imitadores, como também eu sou de Cristo – 1 Cor.11: 1
2. Eles eram exemplo de perseverança sob as perseguições – v. 6b
i. Aqueles irmãos, mesmo perseguidos eram pessoas alegres.
i. Para o homem do mundo, é impossível experimentar aflição e alegria ao mesmo tempo. Para ele, a tristeza é sempre oposta à alegria. O cristão, porém, desfruta a alegria do Espírito Santo, que independe das circunstâncias.
(b). Os irmãos em Tessalônica também testemunharam pela fala – v. 8
1. Anunciavam a palavra do Senhor
2. Divulgavam a fé para com Deus
i. As bênçãos do evangelho não devem terminar em nós. Devemos ser canais das Boas-Novas para o mundo. Deus brilha em nosso coração a fim de que Sua luz possa resplandecer para os outros – 2Cor. 4: 6
ii. Aplicação: Como anda o seu testemunho já que você também é a igreja?

F.T – Em quarto lugar:
IV - UMA IGREJA MODELO É COMPOSTA DE PESSOAS RECONHECIDAS – V. 9-10
(a). Os irmãos de Tessalônica eram reconhecidos por deixarem a idolatria.
(b). Os irmãos de Tessalônica eram reconhecidos por sua conversão a Deus.
(c). Os irmãos de Tessalônica eram reconhecidos pelo seu serviço ao Deus vivo e verdadeiro.
(d). Os irmãos em Tessalônica eram reconhecidos por aguardarem a Segunda Vinda de Jesus Cristo, aquele que Deus ressuscitou dentre os mortos.
1. Que virá dos céus
2. Que livra-nos da ira vindoura
i. Por meio da Sua morte os nossos pecados foram perdoados, por isso, já nenhuma condenação há para aqueles que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. – Rm. 8: 1-2

CONCLUSÃO
Será que nós nos parecemos com a igreja de Tessalônica?
Peçamos a Deus nesta noite: Uma fé operosa; Um amor abnegado; Uma firme esperança no Senhor Jesus; Uma fé solidifica; Uma vida coerente com o evangelho; Um testemunho vibrante, com um modo genuinamente cristão de viver, com um exemplo de perseverança sob as perseguições; Peçamos também, para que possamos ser reconhecido nesta cidade não como uma igreja conformada, apática, desanimada, mas como uma igreja transformada, alegre que espera ansiosamente a vinda do nosso Bendito Deus e Salvador Jesus Cristo. Amém

Rev. Edvaldo Miranda (se for usar, por favor, citar o autor)

segunda-feira, 15 de março de 2010

O COMPORTAMENTO PARTICULAR DO CRISTÃO



Texto: Efésios. 4: 25-31; 5: 1-17

Introdução

O assunto que Paulo vai tratar aqui (25-31; 5: 17) é especificamente com relação à vida particular do novo homem. Ele vai abordar aqui o caminhar cristão, ou seja, o seu comportamento.
O apóstolo sai do geral (do que aconteceu com todos aqueles que se revestiram de Cristo) e parte agora para o particular (como estes devem proceder no seu dia a dia).
Ele exorta os irmãos efésios sobre o comportamento que estes deveriam ter como filhos da luz.
Paulo chama a atenção dos efésios se utilizando de mandamentos, para expor o seu ensino, sobre certas coisas que precisavam ser abandonadas, demonstradas e coisas que não deveriam ser aceitas por eles em hipótese alguma.
Tese: È bem verdade, que a certas coisas pecaminosas que, mesmo depois da conversão ainda continuam a existir na vida particular de um cristão, e por esta razão, a palavra de Deus nos adverte sobre elas. O que caracteriza o comportamento particular do cristão? O que ele deve abandonar, distanciar-se, e não aceitar em hipótese alguma?

O primeiro ponto de Paulo aqui é que:
I. O comportamento particular do cristão caracteriza-se pelo o abandono de certas atitudes pecaminosas que entristece o Espírito Santo – v. 25-31
(a). Os cristãos devem deixar a mentira – O verbo “deixar” tem a mesma conotação do verbo despojar no verso 22.
1. Como isso Paulo esta dizendo que os cristãos verdadeiros devem deixar a falsidade, desonestidade, o torcer a verdade, o exagero, a fraude, o não cumprimento das promessas feitas, o trair a confiança.
a. “Deixar a mentira implica não só deixar de falar mentiras, mas em deixar a mentira completamente na conduta do dia a dia, pois há a mentira proferida com a língua e a mentira vivida nas atitudes diárias. Se o apóstolo ordena o despojamento do "velho homem", o que significa abandonar todos os hábitos antigos da velha criatura, isso logicamente inclui a mentira” – Elienai Cabral
2. Paulo da ênfase a essa atitude dizendo: “porque somos membros uns dos outros”. A mentira não é própria da nova vida. Seu sim de ser mesmo sim, e o seu não deve ser não. È esse tipo de atitude que os cristão devem ter entre si.
(b). Os cristãos devem deixar à ira – “irai-vos e não pequeis” – v. 26
1. Dá a idéia de que o crente pode irar-se desde que essa ira não conduza ao pecado. Um pode ser até benéfico. O outro é negativo, pois conduz ao pecado.
a. Há momentos em que o crente pode ser justo a estar zangado, por exemplo, quando alguém maldiz o caráter de Deus; quando nos indignamos por causa do pecado.
b. Há momentos, porém, em que irar-se é pecado. Quando a ira provém da malicia, da inveja, do ressentimento, da vingança ou do ódio procedente de algum mal praticado contra nós mesmos, ela é proibida.
i. Paulo está dizendo aqui que, quando o crente cede à ira, ele deve confessá-la e abandoá-la o mais cedo possível.
1. Deve fazer a sua confissão a Deus e também aquele que foi vitima da sua ira.
2. O cristão não deve guardar ressentimento ou nutrir rancor, nem manter-se irritado - “Não se ponha o sol sobre a vossa ira”.
3. Paulo diz que Isso evita darmos lugar ao Diabo (27), porque pecados de ira não confessados fornecem ao diabo uma porta de entrada e uma base de operações em nossas mentes e depois em nossos corações. Portanto, antes que nosso coração se encha com o veneno do ódio, a ira dever ser expulsa mais rápido possível.
(c). Os cristãos devem deixar o furto – v. 28
1. Temos aqui uma exortação de Paulo ao dever que o cristão tem de viver uma vida honesta. “aquele furtava não furte mais”.
2. È importante observarmos aqui que o apóstolo não estava falando a incrédulos, mas a pessoas nascida de novo. Paulo sabia que o Evangelho havia alcançado toda a sorte de pessoas e, entre essas, aquelas que tinham a fraqueza de praticar o fruto. A palavra "furtar" ofende a muita gente, entretanto ela está presente nas ações de muitos crentes.
a. O furto provém de uma mente egoísta e de uma natureza depravada, que deve ser considerada morta na experiência do dia a dia.
b. O furto pode tomar muitas formas, desde o latrocínio até o simples deixar de pagar as dividas, os impostos.
c. Paulo está aconselhando a cada um cristão a que, trabalhem e não tenham uma vida ociosa, “antes, trabalhem” de uma maneira honesta, e sempre que possível prestar assistências aos necessitados. Ninguém que professar ser cristão pode viver só para si e negligenciar o seu semelhante.
(d). Os cristãos devem deixar as palavras torpes – v. 29
1. Palavra torpe significa, conversa sujo e sugestiva; isso inclui anedotas imorais, profanações e historias indecentes.
2. Palavras torpes são linguagens indecentes, que devem ser substituídas por palavras que produzam edificação (aperfeiçoamento); que seja apropriada; que seja graciosa.
3. O apóstolo Paulo usa a expressão: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus”.
a. Essa expressão esta intimamente ligada às coisas pelas quais os cristãos deveriam deixar: a mentira, a ira pecaminosa, o furto, e a palavra torpe.
b. Essas atitudes são suficientes para entristecer o Espírito santo, justamente porque Ele habita no crente e qualquer ato físico que profane o nosso corpo, que é templo do Espírito Santo, pode entristecê-lo.
c. O ministério do Espírito de Deus é glorificar a Jesus Cristo e transformar o crente na sua semelhança (2Cor. 3: 18).
i. Quando um crente peca, o Espírito interrompe esse ministério para restaurá-lo. Ele se vê obrigado a conduzir o cristão para o lugar de arrependimento – William Macdonald. Por esta razão, deveríamos evitar tudo que possa entristecê-lo, pois Nele fomos selados para o dia da redenção.

O segundo ponto de Paulo aqui é que:
II. O comportamento particular do cristão caracteriza-se pelo o distanciamento dos pecados da língua e do mal gênio – v.31-32
(a). Os cristãos devem se distanciar de toda amargura – Ressentimento que não se extingue. Não ter vontade alguma de perdoar. Guardar rancor.
(b). Os cristãos devem se distanciar de toda cólera – Mau gênio, fúria, antipatia, hostilidade
(c). Os cristãos devem se distanciar de toda ira – Mau humor. Paulo exorta aos irmãos a não viverem mal humorados.
(d). Os cristãos devem se distanciar de toda gritaria – Gritar com ira, discutir em alta voz.
(e). Os cristãos devem se distanciar de toda blasfêmia – Calúnia, difamação, insultos
(f). Os cristãos devem se distanciar de toda malícia – Desejo de fazer o mal aos outros. A malicia é um tipo de iniqüidade que não se envergonha de quebrar a lei. È alguém que tem prazer em fazer o mal.
1. Paulo passa agora a demonstrar as ferramentas pelas quais os cristãos podem se utilizar contra os pecados da língua e do mal gênio (v. 32a):
a. Os cristãos devem ser benignos.
i. È o desejo desinteressado no bem estar dos outros . O desejo de ajudar, mesmo com grande sacrifício pessoal.
ii. Ser benigno é ser gentil, agradável.
b. Os cristãos devem ser compassivos
i. Com isso o apóstolo Paulo esta dizendo que os cristãos devem ter um bom coração.
ii. Com isso o apóstolo estava dizendo que os crentes devem ter uma genuína afeição pelos outros. Manifestar-se na prontidão em levar os fardos uns dos outros.
c. Os cristãos devem praticar o perdão – v. 32b
i. Os cristãos devem estar prontos a perdoarem as ofensas ou passar por cima delas sem conservar qualquer desejo de vingança.
1. Paulo diz que o maior exemplo para pratica do perdão, é o exemplo de Deus - v. 1
2. Um verdadeiro crente possui a confiança produzida pelo próprio Espírito de Deus, que Ele “não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo a nossa iniqüidade” (Sl 105:10).
3. A obra de Cristo na cruz do Calvário é à base do amor de Deus do qual os cristãos são o objeto, embora não mereçamos.
4. Ele nos perdoou quando estávamos em divida com Ele, devemos assim também perdoar os nossos devedores.
5. Deus em Cristo nos perdoou e por isso devemos ser seus imitadores perdoando uns aos outros. Se realmente somos filhos de Deus, nascido de novo, por meio da regeneração produzida pelo Espirito Santo, devemos manifestar perdão. Devemos como filhos imitar o exemplo do nosso Pai.
ii. Os cristãos devem demonstrar no viver diário amor – v. 2
1. Paulo demonstra que o exemplo para pratica do amor é o sacrifício de Cristo por nós. “e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”.
a. Significa que precisamos nos dar uns pelos outros.
i. Porque foi isso que Cristo fez por pelos cristãos.
ii. Essa foi à prova de amor de Cristo por nós.
iii. Devemos provar que amamos a Ele, amando uns aos outros. 1Jo. 4: 7-10 diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Nisto se manifestou o amor de Deus em nós: em haver Deus enviado o seu Filho unigênito ao mundo, para vivermos por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação (aplacamento) pelos nossos pecados.”

b. O Senhor Jesus agradou o Pai entregando-se a si mesmo pelos outros. A lição que aprendemos disso é que nós também podemos trazer alegria ao coração de Deus entregando-nos pelos outros.

O terceiro ponto de Paulo aqui é que:
III. O comportamento particular do cristão caracteriza-se pela a não aceitação de coisas que pelas quais, vem a Ira de Deus – v. 3-6
(a). Os cristãos não devem aceitar em hipótese alguma Impudicícias – v. 3
1. Paulo está tratando aqui sobre o adultério, a fornicação (relação entre não casados), a homossexualidade, o lesbianismo, a pornografia, como pecados que não devem fazer parte da vida cristã.
(b). Os cristãos não devem aceitar em hipótese alguma Impurezas – v. 3
1. Paulo está tratando aqui com relação a objetos que possam levar a atos imorais, como também todo e qualquer tipo de material sugestivo, como livros obscenos, filmes pornográficos, programas imorais, que possa incendiar as estas paixões, devem ser abandonados.
(c). Os cristãos não devem aceitar em hipótese alguma a cobiça – v. 3
1. A cobiça aqui é com relação a Ex. 20: 17: “Não cobiçarás a mulher do teu próximo”.
a. Paulo diz que nenhuma dessas coisas nem sequer se nomeiem entre os cristãos.
b. Não deve haver nem mesmo a necessidade de mencioná-las como atos praticados por crentes.
c. Essas coisas não devem ser mencionas levianamente.
d. Paulo dá ênfase à sua exortação com as palavras, “como convém a santos. Os crentes foram separados da corrupção que está no mundo. Agora devem levar uma vida de separação das paixões carnais, tanto em suas ações como em suas palavras.
(d). Os cristãos não devem aceitar em hipótese alguma conversação torpe – v. 4
1. Paulo está se referindo aqui a piadas e gracejos imorais, e a todo espécie de obscenidades e indecência.
(e). Os cristãos não devem aceitar em hipótese alguma palavras vãs – v. 4
1. Conversas próprias de um tolo. Linguagem de baixo nível. Isso é inadmissível entre cristãos verdadeiros
(f). Os cristãos não devem aceitar em hipótese alguma chocarrices – v. 4
1. Significa brincadeiras ou conversas imorais.
a. O apóstolo Paulo incentiva os cristãos a abandonarem essas coisas inconvenientes – v. 4
i. Em vez de o crente usar sua língua para assuntos tão indignos, deve cultivar o hábito de exprimir sua gratidão a Deus por todas as benções e favores que recebe em sua vida. Isso é agradável ao Senhor, é um bom exemplo aos outros e é bom para a sua própria alma – William Macdonald
b. O apostolo Paulo também diz o porquê, não deveriam ser aceitas estas coisas, v. 5: Porque tais pessoas que praticam tais coisas são incontinentes, impuros, avarentos, idolatras, por isso não terão herança no reino de Cristo e de Deus.
i. Em Ap. 22: 15 também diz: Fora ficam os de mente impura, os feiticeiros, os impuros, os assassinos, os idólatras e todo aquele que ama e pratica a mentira.
ii. Paulo termina esse assunto nos versos 6 – 14 dizendo: “Portanto, não sejais participantes com eles. Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz (porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade), provando sempre o que é agradável ao Senhor. E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém, reprovai-as. Porque o que eles fazem em oculto, o só referir é vergonha. Mas todas as coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz. Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará”.

Conclusão
Que Deus nos ajude a deixarmos tudo aquilo que venha á entristecer o Seu Espírito.
Que Ele nos ajude a nos distanciarmos dos pecados da língua e do mal gênio.
Que possamos como cristãos genuínos rejeitar toda e qualquer coisa que nos conduza a impureza.
Que estejamos cada dia, cônscios, de que, o nosso comportamento particular deve estar solidificado sobre a doutrina da Trindade, como um exemplo para um viver santo e agradável como filhos da luz. O apóstolo Paulo em cada ponto tratado aqui se utiliza dessa doutrina para solidificar o seu ensino.
Que assim também, possamos solidificar nossas vidas sobre tão maravilhosa doutrina, e tão maravilhosos mandamentos tratados por ele aqui.

Rev. Edvaldo Miranda

OBSTÁCULOS PARA VIR A CRISTO


"Ninguém pode vir a mim" (Jo. 6:44)

O homem natural é incapaz de "vir a Cristo". Citemos João 6:44, " Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer." A razão pela qual "duro é esse discurso", até mesmo para milhares que professam ser cristãos, é que eles fracassam completamente em compreender o terrível estrago que a queda provocou; e, o que é pior, eles mesmos não se dão contam da "chaga" que existe nos seus próprios corações (1 Rs. 8:38). Certamente se o Espírito já os tivesse despertado do sono da morte espiritual, e lhes dado ver alguma coisa do pavoroso estado em que estão por natureza, e feito sentir que suas "mentes carnais" são "inimizade contra Deus" (Rm. 8:7), então eles não mais discordariam dessa solene palavra de Cristo. Mas aquele que está espiritualmente morto não pode ver nem sentir espiritualmente.
Onde reside a total incapacidade do homem natural? Ela não está na falta das faculdades necessárias. Isso tem de ser bastante enfatizado, do contrário o homem caído deixaria de ser uma criatura responsável. Mesmo que os efeitos da queda tenham sido terríveis, eles não privaram o homem de nenhuma das faculdades que Deus originalmente lhe concedeu. É verdade que o pecado tirou do homem a capacidade de utilizar essas faculdades corretamente, ou seja, empregá-las para a glória do Criador. Entretanto, o homem caído possui ainda a mesma natureza, corpo, alma e espírito, que tinha antes da Queda. Nenhuma parte do ser do homem foi aniquilada, ainda que cada uma tenha sido contaminada e corrompida pelo pecado. De fato, o homem morreu espiritualmente, mas a morte não é a extinção do ser (aniquilação) __ morte espiritual é a alienação de Deus (Ef. 4:18). Aquele que é espiritualmente morto está bem vivo e ativo no serviço de Satanás.
A incapacidade do homem caído (não regenerado) de vir a Cristo não reside em nenhum defeito físico ou mental. Ele tem o mesmo pé para levá-lo tanto a um local onde o Evangelho é pregado, como para caminhar até um bar. Ele possui os mesmos olhos que podem lhe servir para ler tanto as Escrituras Sagradas como os jornais. Ele tem os mesmos lábios e voz para clamar a Deus os quais usa agora em conversas fiadas e em canções ridículas. Assim, também, possui as mesmas faculdades mentais para ponderar sobre as coisas de Deus e sobre a eternidade, as quais ele utiliza tão diligentemente nos seus negócios. É por causa disso que o homem é "indesculpável". É o mau uso das faculdades que o Criador lhe concedeu que aumenta a sua culpa. Que cada servo de Deus veja que essas coisas pesam constantemente sobre os seus ouvintes não convertidos.

1) A incapacidade do homem está na sua natureza corrompida.
Nós temos de ir bem mais a fundo se quisermos encontrar a fonte da incapacidade do homem. Devido à queda de Adão, e por causa do nosso próprio pecado, a nossa natureza se tornou tão corrompida e depravada que é impossível para qualquer homem "vir a Cristo", amá-lO e serví-lO, estimá-lO mais que tudo neste mundo e submeter-se a Ele, até que o Espírito de Deus o regenere e implante nele uma nova natureza. A fonte amarga não pode jorrar água doce, nem a árvore má produzir bons frutos. Deixe-me tentar explicar isso melhor através de uma ilustração. É da natureza de um abutre alimentar-se de carniça; no entanto, ele tem os mesmos órgãos e membros que lhe permitiriam comer grãos, como fazem as galinhas, mas ele não possui nem a disposição nem o apetite para tal alimento. É da natureza da porca o chafurdar na lama; e apesar dela possuir pernas como a ovelha para levá-la à campina, lhe falta entretanto o desejo por pastos verdejantes. Assim acontece com o homem não-regenerado. Ele tem as mesmas faculdades físicas e mentais que o homem regenerado possui para empregar no serviço e nas coisas de Deus, mas não tem amor por elas.
"Adão... gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem" (Gn. 5:3). Que terrível contraste há aqui com o que lemos dois versículos antes: "... Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez". No intervalo entre esses dois versos, o homem caiu, e um pai caído pode gerar somente um filho caído, transmitindo-lhe a sua própria depravação. "Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? (Jó 14:4). Por isso nós encontramos o salmista de Israel declarando, "Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe"(Sl. 51:5). No entanto, apesar de por natureza Davi ser um monte de iniquidade e pecado (como também somos nós), mas tarde a graça fez dele o homem segundo o coração de Deus. Desde que idade essa corrupção da natureza aparece nas crianças? "Até a criança se dá a conhecer pelas suas obras" (Pv. 20:11). A corrupção do seu coração logo se manifesta: orgulho, vontade própria, vaidade, mentira, aversão ao que é bom, são frutos amargos que cedo brotam no novo, mas corrupto, ramo.

2) A incapacidade do homem está na completa escuridão em que se encontra o seu intelecto.
Essa importante faculdade da alma foi destituída da sua glória original, e coberta de confusão. Tanto a mente como a consciência estão corrompidas: "Não há quem entenda"(Rm. 3:11). O apóstolo solenemente lembra os santos, "Pois outrora éreis trevas" (Ef. 5:8), não somente estavam "em trevas", mas eram as própria "trevas". O pecado fechou as janelas da alma e a escuridão se estende por todo o lugar: ela é a região das trevas e da sombra da morte, onde a luz é como a escuridão. Lá reina o príncipe das trevas, onde não se pratica nada além das obras das trevas. Nós nascemos espiritualmente cegos, e não podemos ter essa visão restaurada sem um milagre da graça. Esse é o seu caso quem quer que você seja, se ainda não nasceu de novo" (Thomas Boston, 1680). "São filhos sábios para o mal, e não sabem fazer o bem" (Jr. 4:22).
"O pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar"(Rm. 8:7). Existe no homem não regenerado uma oposição e aversão pelas coisas espirituais. Deus revelou a Sua vontade aos pecadores no tocante ao caminho da salvação, contudo eles não trilharão esse caminho. Eles sabem que somente Cristo é capaz de salvá-los, no entanto eles recusam se separar das coisas que obstruem o seu caminho até a Ele. Eles ouvem que é o pecado que mata a alma, no entanto o afagam em seu peito. Eles não dão ouvidos às ameaças de Deus. Os homens acreditam que o fogo há de consumir-lhes, e estão em grande tormento para evitá-lo; contudo, mostram com suas ações que consideram as chamas eternas como se fossem um mero espantalho. O mandamento divino é "santo, justo e bom", mas o homem o odeia, e só o observa enquanto a sua respeitabilidade é promovida entre os homens.

3) a incapacidade do homem está na corrupção dos seus sentimentos.
"O homem, no estado em que se encontra, antes de receber a graça de Deus, ama tudo e qualquer coisa que não seja espiritual. Se você quiser uma prova disso, olhe ao seu redor. Não há necessidade de nenhum monumento à depravação dos sentimentos humanos. Olhe por toda parte. Não há uma rua, uma casa, e não somente isso, nenhum coração, que não possua uma triste evidência dessa terrível verdade. Por que no Dia do Senhor o homem não é encontrado congregando-se na casa de Deus? Por que não nos achamos mais freqüentemente lendo nossas Bíblias? O que acontece para a oração ser
um dever quase que totalmente negligenciado? Por que Jesus Cristo é tão pouco amado? Por que até mesmo os seus seguidores professos são tão frios em seus sentimentos para com Ele? De onde procedem essas coisas? Seguramente, caros irmãos, nós não podemos creditá-las a outra fonte que não a corrupção e a perversão dos sentimentos. Nós amamos o que deveríamos odiar, e odiamos o que deveríamos amar. Não é outra coisa senão a natureza humana caída que nos faz amar esta vida mais do que a vida por vir. É um efeito da Queda o fato do homem amar o pecado mais que a justiça, e os caminhos do mundo mais que os caminhos de Deus". (Sermão de C.H. Spurgeon em Jo. 6:44).
Os sentimentos do homem não regenerado são totalmente depravados e desordenados. "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto" (Jr. 17:9). O Senhor Jesus afirmou solenemente que os sentimentos do homem caído (não regenerado) são a fonte de toda abominação: "Porque de dentro do coração do homem, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, a malícia, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Mc. 7:21,22). Os sentimentos do homem natural estão miseravelmente deformados, ele é um monstro espiritual. O seu coração se encontra onde deveriam estar os seus pés, seguro ao chão; seus calcanhares estão levantados contra os Céus, para onde deveria estar posto o seu coração (At. 9:5). Sua face está voltada para o inferno; por isso Deus o chama para converter-se. Ele se alegra com o que deveria entristecê-lo, e se entristece com o que deveria alegrá-lo; se gloria com a vergonha, e se envergonha da sua glória; abomina o que deveria desejar, e deseja o que deveria abominar (Pv. 2:15-15) (extraído do Boston’s Fourfold State).

4) Sua incapacidade está na total perversão da sua vontade.
"O homem pode ser salvo se ele quiser", diz o arminiano. Nós lhe respondemos, "Meu caro senhor, nós todos cremos nisso; mas essa é que é a dificuldade __ se ele quiser." Nós afirmamos que nenhum homem deseja vir a Cristo por sua própria vontade; não, não somos nós que o dizemos, mas Cristo mesmo declara: "Contudo não quereis vir a mim para terdes vida" (Jo. 5:40); e enquanto esse "não quereis vir" estiver registrado nas Escrituras nós não podemos ser levados a crer em nenhuma doutrina do livre arbítrio. "É estranho como as pessoas, quando falam sobre livre arbítrio, falam de coisas das quais nada compreendem. Um diz "Ora, eu creio que o homem pode ser salvo ser ele quiser". Mas essa não é toda a questão. O problema é: é o homem naturalmente disposto a se submeter aos termos do Evangelho de Cristo? Afirmamos, com autoridade bíblica, que a vontade humana é tão desesperadamente dada ao engano, tão depravada, e tão inclinada para tudo que é mau, e tão avessa a tudo aquilo que é bom, que sem a poderosa, sobrenatural e irresistível influência do Espírito Santo, nenhum homem nunca será constrangido a buscar a Cristo." (C.H. Spurgeon).
"Há uma corda de três pontas contra o céu e a santidade, que não é fácil de ser rompida; um homem cego, uma vontade pervertida, e um sentimento desordenado. A mente, inchada pela vaidade, diz que o homem não deve se humilhar; a vontade, inimiga da vontade de Deus, diz: ele não quer; as emoções corrompidas levantando-se contra o Senhor, em defesa da vontade corrompida diz: ele não irá. Assim a pobre criatura permanece irredutível contra Deus, até o dia do Seu poder, quando é feito nova criatura" (Thomas Boston).
Pode ser que alguns leitores sejam inclinados a dizer: "ensinamentos como estes desencorajam pecadores e os levam ao desespero". Nossa resposta é: Primeiro, eles estão de acordo com a Palavra de Deus! Segundo, esperamos que Ele se agrade em usar essas verdades para levar alguns a desesperarem-se de qualquer ajuda que possam encontrar neles mesmos. Terceiro, esse ensino manifesta a absoluta necessidade da obra do Espírito Santo nessas criaturas depravadas e espiritualmente impotentes, se algum dia vierem salvificamente a Cristo. Então, até que isso seja claramente entendido, o Seu auxílio nunca será realmente buscado.

Obs: Extraído de folheto distribuído pela Chapel Library

QUE É A IGREJA?


"Grande é este mistério: digo-o, porém, a respeito de Cristo e da Igreja" (Ef.5:32)

Não há assunto algum, em matéria de religião, que seja tão mal entendido como este: A Igreja.
Provavelmente, nada há que tenha feito tanto mal aos cristãos professos, como o mal entendido a respeito deste ponto.
Não há palavra que tenha sido usada com tanta variedade de sentidos, como a palavra "Igreja". É palavra que ouvimos constantemente, e não podemos deixar de observar que as pessoas a empregam em sentidos diferentes. O inglês bem educado, quando fala de 'Igreja", que quer ele dizer? Geralmente se refere à igreja episcopal estabelecida em seu país. O católico romano, quando fala em "Igreja", que quer ele significar? Quer dizer igreja romana, acrescentando que não há igreja verdadeira no mundo, além dela, e tantos outros que querem eles dizer? Uns querem dizer o edifício em que prestam culto a Deus , aos domingos; outros referem-se ao clero, pois quando alguém é ordenado costuma-se dizer que "entrou para a Igreja"; outros têm vagas idéias a respeito do que costuma chamar de sucessão apostólica, dando a entender com isto, misteriosamente, que a igreja é composta de cristãos governados unicamente por bispos.
Não há o que dizer contra tudo isso. São fatos presentes e notórios, e todos eles concorrem para explicar a asserção que fizemos no início destas considerações: não há assunto tão mal entendido como o que trata da "Igreja".
Leitor, creio que, presentemente, é da maior importância ter idéias claras a respeito da "Igreja". Creio que a falta da correta compreensão deste assunto é uma das grandes causas dos erros religiosos em que muitos caem. Desejo chamar a sua atenção para aquele grande e principal sentido em que a palavra "Igreja" é empregada no Novo Testamento.
Quero dissipar a névoa em que este assunto está envolvido. Com verdade falou o bispo Jewell, o reformador, quando disse: "Os inimigos da verdade ensinam muita doutrina falsa debaixo do nome da Santa Igreja, porque nunca houve nada até hoje tão absurdo ou tão perverso, que não fosse fácil defender sob o nome da Igreja".
Deixe-me então mostrar-lhe, em primeiro lugar, qual é a verdadeira Igreja fora da qual ninguém pode salvar-se.
Há, realmente, uma igreja fora da qual não há salvação, uma igreja a que o homem deve pertencer se não quiser perder-se por toda a eternidade. Exponho-lhe isto sem hesitação ou reserva. Digo-o com tanta confiança e certeza, como o mais forte defensor da igreja romana o pode fazer. Mas, qual é esta Igreja? Onde está ela? Por que sinais esta igreja deve ser conhecida? Eis uma grande questão!
A verdadeira Igreja está bem descrita no serviço de comunhão da Igreja da Inglaterra, "como o corpo místico de Cristo, que é a companhia bendita de todo o povo fiel". É composta de todos os crentes em Jesus Cristo. É formada por todos os eleitos de Deus, por todos os homens e mulheres convertidos - por todos os verdadeiros cristãos nos quais podemos distinguir a eleição de Deus, o Pai, a purificação pelo sangue de Deus, o Filho, e a santificação de Deus, o Espírito. Em tais pessoas podemos ver os membros da verdadeira Igreja de Cristo.
É uma Igreja em que todos os membros têm os mesmos sinais. São todos renascidos do Espírito Santo. Todos devem ter "arrependimento para com Deus , fé em nosso Senhor Jesus Cristo e santidade de vida e de conversação". Todos odeiam o pecado e amam a Cristo. Adoram a Deus... todos com o coração igualmente sincero. São todos guiados pelo mesmo Espírito; todos edificam sobre o mesmo alicerce; todos tiram a sua religião do mesmo único livro; todos se reúnem no mesmo centro - que é Cristo! Todos podem, mesmo já, dizer: Aleluia! E podem responder com um coração igualmente crente e uma voz unânime: "Amém, amém".
É uma Igreja que não depende dos ministros cá da terra, ainda que aprecie muito aqueles que pregam o evangelho. A vida espiritual de seus membros não depende do fato de se filiarem a uma igreja, nem depende do Batismo e Ceia do Senhor, não obstante darem grande valor a estes Sacramentos cada vez que são celebrados.
Mas esta Igreja tem um Cabeça principal, um Pastor, um Bispo, que é Jesus Cristo. Só Ele, pelo seu Espírito, admite os membros desta Igreja, ainda que são os ministros que mostram a porta.
Enquanto Ele não abrir a porta, ninguém aqui no mundo pode abri-la; nem bispos, nem presbíteros, nem reuniões, nem sínodos e nem concílios. Quando o homem se arrepende e crê no Evangelho, nesse mesmo momento torna-se membro desta Igreja. Como o ladrão arrependido, pode não ter ocasião de ser batizado, mas tem aquilo que é muito melhor do que o batismo da água: o batismo do Espírito Santo. Talvez não possa receber o pão e o vinho na Ceia do Senhor, mas pode, por meio da fé, alimentar-se de Cristo todos os dias de sua vida, e nenhum ministro, na terra, pode privá-lo disto. Ele pode, por injustiça, ser excluído por aqueles que são ordenados, e privado dos privilégios da Igreja. Porém, nem todos os sacerdotes do mundo inteiro podem exclui-lo da verdadeira Igreja. A existência desta Igreja não depende de formas nem de cerimônias, de catedrais ou templos, de púlpitos ou pias batismais, de vestimentas ou órgãos, de dotes, dinheiro, reis, governos, magistrados, de ato ou favor, qualquer que seja, da mão do homem. Ela sempre permaneceu, quando tudo isto lhe foi tirado. Foi muitas vezes lançada no deserto ou em covas e cavernas da terra, por aqueles que deveriam ser seus amigos. Mas a sua existência não depende de coisa alguma, além da presença de Cristo e de seu Espírito e, enquanto estes nela permanecerem, a Igreja não pode deixar de existir.
Esta é a Igreja a que especialmente pertencem, por direito, as honras e privilégios presentes e as promessas da glória futura. Este é o Corpo de Cristo, a Esposa do Cordeiro, o Rebanho de Cristo, os domésticos da fé e a família de Deus. Esta que é o edifício de Deus, a fundação de Deus e o Templo do Espírito Santo. Esta é a Igreja dos primogênitos cujos nomes estão escritos no céu. Ela é a "a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido"; é a luz o mundo, o sal e o pão da terra. Esta é a Santa Igreja Católica (universal) de que fala o Credo dos Apóstolos. Esta é única Igreja católica e apostólica do Credo de Nicéia.
Foi a esta igreja que Cristo fez a promessa de que as "portas do inferno" não prevaleceriam contra ela. Foi a ela também que Ele disse: "Eis que estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos". Esta é a única Igreja que possui a verdadeira união. Seus membros estão perfeitamente de acordo com os pontos mais importantes da religião, porque são todos ensinados pelo mesmo Espírito a respeito de Deus, de Cristo, do Espírito Santo, do pecado e de seus corações. O mesmo Espírito os ensina a respeito da fé, do arrependimento, da necessidade de santificação, do valor da Bíblia, da importância da oração, da ressurreição e do julgamento futuro. Eles compreendem todos estes pontos do mesmo modo. Convidai três ou quatro deles, dos países mais remotos da terra, completamente estranhos uns aos outros, e examinai-os separadamente sobre estes pontos, e achá-los-eis todos de perfeito acordo.
Esta é a única Igreja que possui verdadeira santidade. Seus membros são todos santos. Santos não meramente por terem professado a religião, ou santos no nome, ou no sentido de exercerem a caridade. Mas santos em ações e obras, em vida, realidade e verdade. São todos, mais ou menos, semelhantes ao grade Chefe.
Esta é a única Igreja verdadeiramente católica. Não a Igreja de uma certa nação ou povo. Seus membros encontram-se por toda a parte, no mundo onde o Evangelho é recebido e crido. Não se encerra dentro dos limites de qualquer país, em formas particulares ou em regras de governo.
Nesta Igreja não há diferença entre judeu e grego, preto e branco, episcopal e presbiteriano, mas a fé em Jesus Cristo é que é tudo. Seus membros virão reunir-se do norte, do sul, do oriente e do ocidente, no último dia e serão de todas as nações, nomes e reinos, povos e línguas, mas todos serão um em Jesus Cristo.
Esta é a única Igreja verdadeiramente apostólica, pois foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e guarda a doutrina que eles pregaram. Os dois grandes pontos que seus membros conservam sempre diante dos olhos, são a fé apostólica e a prática apostólica. E a todo homem que fala em seguir os apóstolos, sem possuir estas duas coisas, consideram eles como o metal que soa ou o sino que tine.
Esta e a única Igreja que, certamente, há de existir até o fim. Coisa alguma poderá arruiná-la ou destruí-la. Seus membros podem ser perseguidos, oprimidos, encarcerados, açoitados, degolados ou queimados, mas a verdadeira Igreja nunca se extinguirá. Sai de suas aflições, e vive como que através do fogo e da água. Quando esmagada numa terra, floresce noutra. Os faraós, os Herodes, os Neros, os Julianos, os Dioclecianos, Maria - a sanguinária, Carlos IX, em fim, todos trabalharam em vão para destruí-la. Mataram milhares, mas também eles desapareceram da face da terra. A verdadeira Igreja, no entanto, sobreviveu. Assistiu ao sepultamento de cada um deles. É, na verdade, uma bigorna que tem quebrado muitos martelos neste mundo. É uma sarça que arde e, contudo, não se consome.
Esta é a única Igreja da qual nenhum membro pode perecer. Os pecadores alistados no rol desta Igreja serão eternamente salvos e nunca serão lançados fora.
A eleição de Deus, o Pai; a contínua intercessão de Deus, o Filho; a diária renovação e santificação de Deus, o Espírito Santo, cercam e guardam os salvos como num jardim fechado. Nem um só osso do Corpo Místico de Cristo será quebrado. Nem um só cordeiro do rebanho de Cristo será arrancado de Suas mãos. Esta é a Igreja que continua a obra de Deus sobre a terra. Seus membros são um pequeno rebanho, pouco em número, comparativamente com o povo do mundo: um ou dois aqui; dois ou três ali; uns nesta paróquia; outros naquela além. Mas são estes que abalam o Universo. São estes que removem reinos com suas orações. São estes os membros ativos que espalham o conhecimento da religião pura e sem mácula. Eles que são a conservação do país - o escudo, a defesa, o esteio e a segurança da nação a que pertencem!
Esta é a Igreja que há de ser verdadeiramente gloriosa no último dia. Quando todas as glórias terrestres desaparecerem, então esta Igreja será apresentada sem mácula diante do trono de
Deus, Pai. Tronos, principados, poderes da terra, tudo será desfeito. Dignidades, empregos e riquezas desaparecerão. Mas a Igreja do Primogênito brilhará no último dia como as estrelas, e será apresentada com júbilo diante do trono do Pai, no dia em que Cristo aparecer. Quando as jóias do Senhor forem reunidas e tiver lugar a manifestação dos filhos de Deus, não se falará nem em episcopais, nem presbiterianos. Uma única Igreja será nomeada: A Igreja dos Eleitos!
É para esta Igreja que o verdadeiro ministro do Evangelho de Jesus Cristo principalmente trabalha. De que serve ao verdadeiro ministro que se encha a casa onde ele prega? De que serve a ele ver crescer o número de comungantes ou aumentar a congregação? Tudo isto é nada! O que ele deseja é ver homens e mulheres renascidos, almas convertidas e sujeitas a Cristo! O que ele quer, é ver uns aqui, outros ali, retirando-se do mundo, tomando a sua cruz e seguindo a Cristo e, desta forma, aumentando o número de membros da verdadeira Igreja.
Leitor, esta é a Igreja a que o homem deve pertencer, se quer ser salvo. Enquanto você não pertencer a esta Igreja, não será mais do que uma alma perdida. Você poderá ter a aparência de religioso, isto é, poderá ser religioso na casca, na pele e, contudo, não ter obtido a substância da vida. Sim! Você poderá Ter inumeráveis privilégios, poderá gozar dos benefícios da luz e do conhecimento, poderá ter grandes oportunidades! Mas, se não pertencer de fato ao Corpo de Cristo, nada disto o salvará! Ai de nós, por causa da ignorância que existe sobre este ponto! O homem imagina que pertencendo a esta ou àquela igreja - e tornando-se comungante em qualquer delas, observando certas fórmulas -, tudo estará bem com relação a sua alma. Isto é uma total ilusão e grande erro! Nem todos os que tinham o nome de Israel eram israelitas; nem todos os que professam ser cristãos, são membros do Corpo de Cristo! Preste atenção: Você pode ser um firme episcopal, presbiteriano, independente, batista e, contudo, não pertencer à verdadeira Igreja. Se é assim, seria melhor que você nunca houvesse nascido!

Nota sobre o Autor: J.C. Ryle, foi um bispo anglicano contemporâneo ao grande pregador Charles Haddom Spurgeon e que desponta como um dos mais eminentes representantes da fé genuína no século passado com pregações bíblicas e estudos reconhecidos por todo o mundo onde se encontra a verdadeira Igreja de Cristo. "Em sua época ele era famoso, notável e amado como campeão e expositor da reformada fé evangélica. O bispo Ryle fartou-se profundamente das fontes dos grandes escritores puritanos clássicos do século XVII. De fato, seria apenas falar com precisão se disséssemos que seus livros destilam a verdadeira teologia puritana, apresentada sob uma forma moderna e de fácil leitura"(D.M.Lloyd-Jones)

Autor: J.C. Ryle
Extraído do livrete "Que é a Igreja?" publicado pela Cultura Cristã - CEP-IPB

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

EM QUE ACREDITA A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL?


Somos cristãos reformados. E para que vocês possam conhecer a Igreja Presbiteriana do Brasil, e no que ela crê como Igreja Reformada, abaixo você encontra a doutrina da IPB, a sua confissão de Fé, e alguns dos princípios, e base bíblica da Igreja Reformada, que justifique nosso credo e doutrina.

DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE

I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições. Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juizos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.

Ref. Deut. 6:4; I Cor. 8:4, 6; I Tess. 1:9; Jer. 10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; João 6:24; I Tim. 1:17; Deut. 4:15-16; Luc. 24:39; At. 14:11, 15; Tiago 1:17; I Reis 8:27; Sal. 92:2; Sal. 145:3; Gen. 17:1; Rom. 16:27; Isa. 6:3; Sal. 115:3; Exo3:14; Ef. 1:11; Prov. 16:4; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; I João 4:8; Exo. 36:6-7; Heb. 11:6; Nee. 9:32-33; Sal. 5:5-6; Naum 1:2-3.

II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança. Ele é todo suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas. Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser. Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto. Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos. Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.

Ref. João 5:26; At. 7:2; Sal. 119:68; I Tim. 6: 15; At - . 17:24-25; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; Heb. 4:13; Rom. 11:33-34; At. 15:18; Prov. 15:3; Sal. 145-17; Apoc. 5: 12-14.

III. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade - Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.

Ref. Mat. 3:16-17; 28-19; II Cor. 13:14; João 1:14, 18 e 15:26; Gal. 4:6.

CONFISSÃO DE FÉ
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IGREJA REFORMADA
1. Introdução
2. A Fé Reformada
3. Os princípios reformados
4. Teocentricidade
5. Depravação Total
6. Eleição Incondicional
7. O Sacrifício Limitado
8. Graça Irresistível
9. Perseverança dos Santos
10. Pactualmente Ordenado
11. Batismo Infantil
12. Conclusão

Introdução

Basicamente, quando falamos de Fé Reformada, referimo-nos à verdadeira religião cristã, como foi recuperada durante a Reforma Protestante dos séculos 16 e 17. Esse texto tratará de alguns assuntos referentes à fé Reformada, que a Igreja Presbiteriana do Brasil crê, mas você não encontrará a abordagem daqueles pontos cardeais da religião cristã que as Igrejas Reformadas compartilham com as demais, a saber, a Trindade, a expiação, a justificação pela fé, o nascimento virginal e a ressurreição corpórea de Jesus, seus milagres e a inspiração das Escrituras Sagradas.

A Fé Reformada adota todas as doutrinas apostólicas estabelecidas na Bíblia e formuladas em credos pelos grandes concílios ecumênicos da Igreja Primitiva. Ela é um relacionamento com Deus, através da mediação de Jesus Cristo, baseado no Evangelho revelado por Ele e pelas Escrituras Sagradas.

O conteúdo desse trabalho é seletivo e não abrange toda a fé cristã; não se pretende nem objetiva oferecer um resumo exaustivo da fé Reformada, antes aborda os princípios reformados, a Teocentricidade, a eleição, o sacrifício de Cristo e a Graça Irresistível de Jesus por nós, pecadores.

Fé Reformada como a forma mais consistente de Cristianismo
A Fé Reformada é a religião Cristã em sua expressão mais consistente. Esta não é uma reivindicação de que outras, que não seguem as confissões Reformadas, não sejam Cristãs. É simplesmente a insistência de que há apenas uma religião verdadeira e de que sua expressão mais consistente é a Fé Reformada. O próprio Jesus disse: “13. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; 14. e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que conduz à vida, e poucos são os que a encontram.” (Mt. 7.13-14) Não há duvida de que alguns vêem este caminho mais claramente do que outros. E Jesus não disse que apenas os consistentes seriam capazes de entrar. Mas como é claro que há apenas um caminho! Além disso, Jesus claramente insistiu para que este único caminho de salvação fosse ensinado consistentemente. “18 E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. 19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”(Mt. 28.18-20). A manutenção do conteúdo consistente e integral da religião verdadeira é assunto de maior importância. Não nos cabe julgar o quanto um pecador em particular deve saber para que seja salvo. Mas não há dúvida quanto à tarefa da Igreja neste mundo: preservar integralmente a palavra de Cristo com ensino consistente e fiel.

Os Princípios Reformados

1. Base Bíblica
A Fé Reformada considera a Bíblia com a maior seriedade. Esta não é senão outra maneira de dizer: “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Rm. 11.36). A Fé Reformada busca manter corretamente entendido o ensino integral da Bíblia. Não temos espaço aqui para desenvolver as ênfases específicas da Fé Reformada. Mas esperamos que apenas através deste breve estudo o leitor poderá: (1) ver que há uma profunda diferença entre a Fé Reformada e todas as demais formulações menos consistentes da Fé Cristã e (2) ser desafiado a investigar com mente aberta nossa reivindicação de que esta Fé Reformada é nada mais nada menos, que o ensino que a Bíblia consistentemente expressou.

a. Suficiência
A Fé Reformada encontra toda a sua autoridade no ensino da Palavra de Deus. A Bíblia é a única regra infalível sobre o que devemos crer e como devemos viver. Revelações carismáticas contínuas, profecias ou línguas estranhas não mais são necessárias porque Deus falou Sua Palavra final e toda suficiente ao completar-se o cânon das Escrituras Sagradas. A Bíblia e apenas a Bíblia - esta é a nossa confissão!

b. Necessidade
A Bíblia é a revelação da vontade e da pessoa de Deus. “o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor” (Dt 8.3). Mas as pessoas tentam por natureza viver de pão apenas sem aquela Palavra; eles tentam viver pela sua própria sabedoria (cf. Sl. 36.1-4). A verdade, entretanto, é que homem nenhum pode viver sem a luz da revelação especial de Deus. Isto era verdade para o primeiro homem criado, Adão, mesmo antes de ele cair em pecado ao negar a luz de Deus e desobedecê-LO. Adão, embora criado perfeito e com a lei de Deus inscrita em seu coração, mesmo assim necessitava de que uma luz exterior brilhasse sobre ele para habilitá-lo a andar de acordo com as ordens de Deus. Adão ainda necessitava de que Deus falasse com ele. Ele sabia muito, em virtude de ter sido feito à imagem de Deus, mas ainda necessitava da voz divina. E é também assim com todos os descendentes de Adão, gostem eles ou não de ouvir isto. Em Romanos 1.21, o apóstolo Paulo faz a surpreendente afirmação de que por natureza todos sabem a respeito da existência e poder de Deus devido ao Seu trabalho na criação do universo, e ainda assim rejeita e despreza essa luz que eles têm. Desde a queda da humanidade, a vontade humana foi grosseiramente pervertida. Cada um de nós, afastados da ação salvadora de Deus, quer seguir seu próprio caminho, ao invés do caminho de Deus. Este caminho, expresso na lei de Deus, é parte do íntimo do nosso ser. Ninguém pode escapar da consciência, a qual gera uma constante atividade de acusar ou desculpar. Mas a linha básica é que, afastados do trabalho regenerador de Deus, todos nós odiamos a lei de Deus porque somos descendentes do Adão caído (cf. Jo 3.19-20). Conseqüentemente, nossa única esperança é o Evangelho. Após declarar que o homem ama a escuridão, Jesus disse “21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus.” (Jo 3.21). As Escrituras Sagradas são “indispensáveis” porque somente através dela vem “aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação” (Confissão de Fé de Westminster I.1). Os cristãos precisam da Bíblia também. Disse Jesus “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos;” (Jo 8.31). Como conheceremos esse ensino a menos que nosso caminho seja iluminado? Os crentes mostram-se serem felizes portadores da graça de Deus ao obedecer a Sua Palavra e andar na Sua luz.

Inerrância
A Bíblia está livre de erros, uma vez que foi entregue pelas mãos de Deus. O salmista diz o seguinte: “A lei do Senhor é perfeita... Os estatutos do Senhor são dignos de confiança... Os preceitos do Senhor são justos... O temor [objeto de referência, chamado, a Palavra de Deus] do Senhor é puro” (19:7-9). A ultima característica significa “sem defeito”. Será que nós imaginávamos de outra forma, sabendo que a Bíblia é o sopro de Deus? (Ref. 2 Tim. 3:16, “Toda escritura é inspirada por Deus” e 2 Pe. 1:21, “Pois a profecia nunca teve sua origem na vontade humana, mas os homens falaram de Deus sendo levados pelo Espírito Santo.”- O verbo grego para “sendo levados” algumas vezes descreve o efeito que o vento faz em um barco a velas.). A Bíblia não caiu do céu. Homens escreveram, mas com sua forma de escrita, com toda variedade de vocabulário e estilo próprio, o Espírito Santo, pela sua palavra e exposição, foi determinante para o resultado da Palavra. Os autores humanos foram levados pelo seu poder, assegurando que o produto seria sem defeito. Conseqüentemente, como a Fé Reformada insiste, a Bíblia é infalível e absolutamente digna de confiança.

Clareza
A Bíblia é clara e isso é fruto de sua inerrância. Salmo 19:8 diz, “Os mandamentos do Senhor são radiantes, trazendo luz aos olhos.” A analogia (trazer luz) é: sem mácula, pura, que não se mistura com outro material conflitante ou controverso. A Bíblia não seria clara se houvesse uma mistura de verdades e erros. Isso não quer dizer que tudo o que contém na Bíblia está igualmente formado. Existem doutrinas nas Sagradas Escrituras que confundem a mente. Nos sabemos o que a doutrina da Trindade não significa (a igreja primitiva gastou centenas de anos para definir as “explicações”!). Nós sabemos como a Bíblia nos apresenta esse assunto: existe um só Deus; esse Deus único existe em três pessoas; cada pessoa é distinta. As crenças reformadas não declaram poder esclarecer isto. Mas eles firmemente crêem nisto. Não há uma necessidade para que “experts” no assunto, nos guiem através “caminhos obscuros”. Pois como diz nossa confissão de fé: “Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.” (CFW, I-7).

Teocentricidade

a. Sua Glória
O Breve Catecismo de Westminster toma seu primeiro passo sobre as verdades cristãs, afirmando que “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre” (Primeira Pergunta). È apresentado no texto abaixo aquilo que certamente reflete as Sagradas Escrituras: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1 Cor. 10:31); “Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra.” (Sl. 73:25). Glorificar a Deus, ou buscar a glória de Deus é certamente um conceito bem central na fé Cristã. Mesmo assim, como muitas palavras e frases familiares, esse ponto não admite uma fácil explicação. Entretanto, isso é importante para nós termos uma boa noção bíblica do que realmente significa, porque isso nos leva ao âmago de nossa Fé, e sem dúvida, daquilo que Deus quer que conheçamos e façamos. Perceba que o Catecismo não faz uma pausa para provar a verdade que o mesmo explica; ele começa de uma só vez afirmando em extensos termos o que Deus é, e o que nós devemos a Ele é um coração contrito e entregue para sua glória e louvor. O que nós cremos e dizemos sobre o próprio Deus é o começo e o fim de toda palavra e moral. Asafe, no Salmo 73, confessa que a sua aflição só aumentarem quando ele se afastou de um humilde reconhecimento da verdade de todas as verdades: Deus é Jahvé, o nome pelo qual Ele se revela a Moisés na sarça ardente, significa “Eu sou”. Os teólogos têm uma palavra especial para esse tão “confuso” atributo de Deus que é apresentado aqui; eles tratam esse ponto como parte de sua característica. Ele somente é, por Ele mesmo, independente de qualquer outra coisa. Perceba a progressão na experiência de Asafe. Sua tentação era ver o mundo separado de Deus, com os fracos (vers. 3-11). Seu pensamento conduz ao ateísmo prático (vers. 12-14). Sua vida inteira, corpo e espírito, eram compreensivelmente devastados (vers. 4, 16, 21, 22). Mesmo, sua cura (restauração) necessariamente envolveria um novo e humilde comprometimento com a pessoa de Deus, como a experiência vivida por Jó (vers. 17-20). Deus é glorioso em si mesmo, separado de toda sua criação. Ele tem glória N’Ele mesmo. É sua própria glória, e ela é total, completa e perfeita. De fato, Deus foi revelado a Israel como “o Deus de Glória” (Sl. 29:3). Glória é o que faz D’Ele Deus , não há divindade sem glória. A palavra hebraica é shekinah, que se refere ao radiante esplendor de sua pessoa, a luz do ser de Deus. Você se lembra do pilar formado por uma nuvem branca durante o dia e um pilar de fogo durante a noite? Isto foi a manifestação de sua beleza, de seu ser maravilhoso. Todas as palavras serão insuficientes, tudo o que podemos declarar é que Deus é glorioso.

b. A Sua Salvação Triúna
Mas como nós, que estamos mortos em nossos erros e pecados, alcançamos este alto e digno objetivo? A resposta se encontra no fato de que o verdadeiro Deus, o Deus da Bíblia, que é triúno, se tornou nosso salvador. Quando enfatizamos que é o Deus triúno - Pai, Filho e Espírito Santo - que nos salva, a fé reformada diz claramente na essência da histórica Fé Cristã. Consulte, por exemplo, o antigo Credo Apostólico - a mais antiga confissão cristã, na qual você encontrará três seções, cada uma começando com uma expressão de fé em uma das três pessoas da trindade: “Deus o Pai todo poderoso, Criador dos céus e da terra... Jesus Cristo, seu filho único, nosso Senhor... [e] o Espírito Santo.” Nas seções que vem logo a seguir, nós resumiremos brevemente o ato salvador das três pessoas da Trindade.

Depravação Total - O homem em seu estado natural está morto em suas faltas e pecados.

Esta antiga convicção da igreja cristã, de que o homem, estando morto, por suas faltas e pecados (Ef. 2:1,5) - não pode salvar a si mesmo. Mesmo assim, o ser humano tenta freqüentemente fazer algo que o traga para sua própria salvação! Mas Jesus disse: “Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer.” (João 15:5). É por essa razão que a Bíblia diz que Deus é o único autor da conversão do ser humano. Qualquer pessoa que ouvir do Evangelho é inclinado por Deus para aceitá-lo. Ele é livre para aceitar. Mas, e aqui está o grande problema, ele não é capaz de aceitar, porque ele não tem um desejo santo ou vontade própria para fazê-lo. “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal?” (Jer. 13:23). A natureza pecaminosa do homem, e somente isso, torna impossível para o ser humano fazer qualquer coisa que o traga próximo a sua própria salvação. Como Jesus uma vez disse: “para o homem isso é impossível...” (Mt. 19:26). É impossível para aqueles que estão mortos no pecado receber Jesus Cristo como ele gratuitamente ofereceu no seu evangelho. Quão agradecidos nos deveremos ser, então, Jesus veio dizer, “... porque com Deus todas as coisas são possíveis.” A Fé Reformada nos ensina que a habilidade humana sofreu uma mudança drástica como resultado da sua queda no pecado. O homem era originalmente livre e capaz de fazer a vontade de Deus. Mas “por causa de sua queda em um estado de pecado”, ele teve “total perda de suas habilidades de querer fazer qualquer bem espiritual, junto com a salvação: então como, um homem natural, sendo adverso a tudo que seja bom, e morto no pecado, não é capaz, pela sua própria força, de converter a si mesmo ou preparar-se para tal situação?” (CFW, IX: 3). Deus não tirou do homem a habilidade de fazer o bem. Tanto que enquanto plano de Deus, o homem ainda é livre para fazer o bem. Mas ele não tem a habilidade para fazer o bem; mas é de fato “totalmente indisposto, incapaz e feito em oposição a tudo o que é bom, e totalmente inclinado para o mal” (CFW, VI: 4). É isto o que as escrituras ensinam, quando elas dizem, “Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar”(Rom. 8:7). A depravação do homem, em outras palavras, é total por natureza.

Eleição Incondicional - Deus o Pai escolheu soberanamente aqueles que serão salvos.

Todos os cristãos confessam que Deus é soberano. Mas não tem valor algum dizer que Deus é supremo, a não ser que nós realmente tenhamos a intenção na inteireza de nossa confissão. Mas ouça: “Deus, por toda a eternidade, fez, pelo mais sábio e santo conselho de sua própria vontade, livremente, e de ordem imutável tudo aquilo que vier a ser” (CFW, III: 1). E novamente: “Deus o grande criador de todas as coisas e mantenedor direto, dispõe, e governa todas as criaturas, ações, e coisas, das maiores as menores” (CFW, V:1). Não existe, em todo universo, algo como “sorte” ou “chance”. Este é o ensinamento que significa que Deus realmente é Deus. Pois como dizem as Escrituras, “Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dan. 4:35). Não é meramente que Deus pode fazer sua vontade e sim que Ele realmente a faz - sem nenhuma interferência de ninguém ou coisa alguma. Mesmo em respeito ao homem caído em Adão, e o destino eterno de homens e anjos, a Confissão Reformada diz que Ele é Senhor de tudo. “Pelo decreto de Deus, pela manifestação de sua glória, alguns homens e anjos são predestinados para vida eterna; e outros, ordenados de antemão para morte eterna... Seu número não é certo e definido, e não pode ser acrescido ou reduzido.” (CFW, III: 3-4). Mas também, que seja imediatamente observado que esta mesma confissão enfaticamente nega que Deus seja o autor do pecado ou que a violência é oferecida pela vontade das criaturas por seu controle divino (III:1). Isto parece contraditório, claramente, por que parece que se Deus controla todas as coisas, então tem que ser sua culpa se o homem está condenado. Mas este não é o caso. As Escrituras não explicam como Deus determina o destino humano enquanto, assim mesmo, a responsabilidade total pelos pecados repousa em nossos ombros. Somente sabemos que é assim. A diferença da Fé Reformada e outros tipos de confissões cristãs não muito consistentes é que a Fé Reformada não argumenta ou tenta racionalizar contra a supremacia de Deus. Não contra aquilo que a Bíblia deixa claro. É um antigo objetivo da doutrina da Absoluta Soberania de Deus, que não pode ser colocado como um meio desqualificado sem a negação da liberdade humana. Pois como, é a pergunta, pode o homem ser livre se Deus controla todas as coisas? Muitos quando encaram esse problema, imediatamente decidem que Deus não pode ser absolutamente soberano no fim das contas. Mas isso não somente representa equivocadamente a Deus, mas também faz compreender mal o homem, pelo fato da liberdade do ser humano ser realmente limitada. Existem muitas coisas que ele não pode fazer por causa de suas limitações devidas à herança, meio ambiente, educação familiar, e oportunidades. E todas essas limitações foram impostas por Deus. Ele é verdadeiramente Senhor de Tudo, e “segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef. 1:11). E - como já temos visto - o ser humano é também limitado pela perda de suas habilidades. Então, não é a soberania de Deus que torna impossível para o ser humano fazer aquilo que precisa ser feito! Não, foi a própria rebeldia que fez isto. Voltemos ao mundo antigo, antes do dilúvio, e o que você vê? Vemos o retrato daquilo que o ser humano escolheu pela sua própria e livre vontade! Mas então vemos que um homem e sua família forem salvos da ruína total. Mas por que foi ele salvo? Era Noé melhor que os outros homens? Era ele bom o suficiente para escolher Deus pela sua habilidade natural e inclinação de seu coração? Se esse fosse o caso, a Bíblia não teria dito que ele “achou graça” aos olhos de Deus. Ela então afirma o seguinte, porque Noé não merecia a misericórdia de Deus mais do que qualquer outro; Deus simplesmente o escolheu. E por que Deus salvou a Abraão? Seu povo adorava a “outros deuses” (Josué 24:2), ainda assim Deus o tirou de Ur dos Caldeus. Deus também fez uma distinção ainda maior entre seus descendentes: Ele escolheu Isaque, não Ismael, como herdeiro da promessa. Então, para ser ainda mais conclusivo, ele disse para Isaque e Rebeca antes de seus filhos gêmeos nascerem, “O mais velho servirá ao mais moço’... ‘Amei a Jacó, mas odiei a Esaú” (Rom. 9:12-13). Ele assim o fez “para que o propósito de Deus na eleição se mantivesse” (vers. 11), para esclarecer que não “depende do desejo humano ou esforço, mas na misericórdia de Deus” (vers. 16), e para mostrar que “Deus mostra sua misericórdia para aqueles a quem ele quer que recebam sua misericórdia, e endurece aqueles que ele quer endurecer” (vers. 18). Deus é como um oleiro; de um pedaço de argila Eles faz “alguns vasos de bênçãos e vasos de maldição” (ver. 21). Esta é a eleição incondicional. Simplesmente significa que Deus tem a decisão final sobre os que serão salvos, e Ele não os escolhe pelo fato de terem algo diferente em si mesmos. E qual é a reação mais comum para essa doutrina maravilhosa? Bem, é mais ou menos assim: “Se eu sou eleito, serei salvo independente daquilo que eu venha fazer. E se eu não sou eleito, não fará nenhuma diferença o que eu faço ou deixo de fazer, por que Deus não irá me aceitar de qualquer jeito.” A natureza corrupta do homem, sempre quer “virar a mesa” e culpar a Deus ao invés de si mesmo. Mas os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. Sua eleição soberana não destrói de forma alguma nossa responsabilidade. Se seu medo é de que você não seja eleito, sua posição é bem parecida com a dos leprosos mencionados em 2 Reis 7:3-8. Jerusalém estava sitiada e o povo estava morrendo de fome; do lado de fora dos muros de Jerusalém estavam os soldados da Síria. Então um dos leprosos disse, “Por que ficar aqui até morrermos?... Vamos ao acampamento dos Sírios e nos render. Se eles nos pouparem, viveremos; se eles nos matarem, então morreremos.” Assim é com pecadores perdidos a oferta do evangelho. Se ficarem como estão, morrerão; Se eles buscarem ao Senhor em arrependimento e fé, não é possível que faça a situação piorar. Alem do mais, Jesus disse que ninguém que faz a sua vontade será rejeitado (João 6:37). A verdade é que o homem natural odeia a única coisa de que ele mais depende: ser prostrado de joelhos em reconhecimento de seu desespero e sua falta de poder para se auto socorrer. Ainda que somente uma atitude nessa escala, poderá ser verdadeiramente salva.

O Sacrifício Limitado - O Senhor Jesus morreu por todos aqueles a quem o Pai concedeu graça, e somente por eles.

Nós fomos salvos porque Deus, o Pai nos escolheu para sermos salvos. Mas nós somos salvos somente pela eleição. Não, nós somos também salvos pelo sacrifício sofrido por Jesus na cruz. Pois, como a Bíblia diz, seu nome seria Jesus porque ele iria “salvar seu povo de seus pecados” (Mateus 1:21). Se Deus o Pai elegeu uns para vida eterna, em outras palavras, então preciso continuar dizendo que Cristo morreu por uns somente e não por toda humanidade sem distinção. Isso, também, faz parte dos ensinamentos da Fé Reformada. O sacrifício é limitado - não em seu valor, mas somente para aqueles a quem foi aplicado. O sangue de Jesus é precioso; ele tem valor ilimitado. Também não seria seu valor exaurido se todos os seres humanos fossem de fato salvos por ele. Mesmo assim, existe uma limitação imposta sobre o sacrifício de Cristo, por desejo do Pai. Aqueles que são salvos pelo sangue de Jesus Cristo são somente aqueles de quem a intenção do Pai era de serem salvos. Mesmo sendo a Bíblia clara, quando diz que nem todos serão salvos, algumas pessoas ensinam que foi vontade de Deus salvar a todos os homens sem exceção. Esse ensinamento deve ser rejeitado porque sugere que Deus não é capaz de fazer aquilo que Ele se propôs a fazer. Outros dizem que não foi intenção total de Deus salvar a todos. Dizem que Ele teve a intenção de salvar toda humanidade fazendo uma parte e deixando outra parte como responsabilidade humana. Esse ensinamento também deve ser rejeitado porque diz que Cristo não é o único salvador - Ele então precisaria compartilhar sua glória com o homem pecador. A Fé Reformada, ecoando as Escrituras, ensina que somente algumas pessoas serão salvas. Também nos ensina que somente Deus salva os pecadores, e então nos ensina que aqueles que são salvos são aqueles que Deus quis que fossem salvos. Como Jesus disse ao Pai, falando sobre si: “assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste” (João 17:2). “assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas.” (João 10:15). Nós sabemos bem que esta doutrina vai contra a razão natural do ser humano. Já há muito foi dito, contra esta doutrina, que ela restringe a esperança da vida eterna para alguns poucos. Alguns também dizem que se esta doutrina fosse verdadeira, não haveria sentido em pregar o evangelho, uma vez que a morte de Cristo não teve a intenção de salvar a muitos dos que ouvirem sobre ela. Mesmo eles tendo a intenção de reduzir a glória de Deus para aumentar as “chances” do ser humano, como eles vêem. Eles preferem dizer que Deus teve a intenção de salvar a todos com a morte e ressurreição de Cristo, para assim dar a todo homem e mulher uma chance, deixando assim a decisão final para os mesmos! Quão equivocada é essa idéia; ela sacrifica muito e não ganha nada. Dizer que Deus meramente quer que todo homem seja salvo, quantos mais poderão ser salvos? A resposta é: nenhum! Porque mesmo aqueles que trabalham em cima de tal teoria admitem que muitos serão perdidos, como a Bíblia assim ensina. Esse compromisso somente parece dar ao ser humano uma melhor “chance”, mas realmente não o faz. De acordo com a visão reformada, quantos são salvos a menos? A resposta é: nenhum. Pois a própria Bíblia nos ensina que Deus salvará “uma grande multidão que ninguém poderá contar” (Ap. 7:9). E quem, por esse fato, terá menor oportunidade de ser salvo? A resposta novamente é: ninguém. Porque nenhum homem pode saber - até morrer como um não crente - que ele não é eleito, pela simples razão que Deus não revelou esta informação para qualquer não crente. Mesmo assim, aqueles que vieram a Deus através de Jesus Cristo descobriram que Ele morreu particularmente por eles. Eles podem então dizer como Paulo que o Filho de Deus “me amou e se entregou por mim” (Gal. 2:20).

Graça Irresistível - O Espírito Santo soberana e efetivamente aplica a salvação ao eleito.

Se os homens fossem deixados na dependência de sua própria força e habilidade em qualquer ponto no processo de salvação, nenhum poderia ser salvo. Mas esse não é o caso. A Fé Reformada ensina a todos que Jesus orou: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.”(João 6:37), e aqueles que Jesus afirmou: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.”(ver. 44). E é aqui que vemos o ministério salvador do Espírito Santo. O Deus triúno verdadeiramente salva seus eleitos pela “iluminação de suas mentes espiritual e salvificamente para entender as coisas de Deus, tirando seus corações de pedra, e dando a eles um coração vivo; renovando suas vontades, e, pelo seu grandioso poder, determinando-os para aquilo que é bom, e efetivamente atraindo-os para Jesus Cristo: Ainda assim, eles vêm livremente, sendo feita sua vontade pela Sua graça” (CFW, X:1). E que se note cuidadosamente que “esse chamado efetivo é somente pela livre graça de Deus, não por algo que foi achado nos homens, os quais são todos agentes passivos, até serem alcançados e renovados pelo Espírito Santo, ele (o homem) é então capaz e responder ao chamado de Deus, e abraçar a graça oferecida convenientemente a ele.” (parte 2). Todos os pecadores que ouvem o evangelho são chamados a se arrepender e crer. Mas eles não podem fazê-lo, porque eles estão mortos em seus delitos e pecados. Então Deus, pela operação do Espírito Santo, cria em seus eleitos o poder de fazer aquilo que ele nos ordena. Da mesma forma como era impossível, Lazaro estando morto, ouvir a voz de Jesus e ir até ele saindo da sepultura. Mesmo assim ele ouviu e saiu da sepultura porque aquele que o chamou também lhe deu poder para ouvir e obedecer, assim é nossa conversão. Não me admira que Paulo tenha perguntado: “Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” (1Co. 4:7). O divino e soberano ato de regeneração efetiva pelo Espírito Santo precedem a atividade humana de arrependimento e fé. Este claro ensinamento abrange tanto a indivisível glória de Deus e a responsabilidade humana. Alguns têm imaginado que se a regeneração só é possível pela soberana ação do Espírito Santo, então alguém pode sinceramente ter o desejo de ser salvo mas pode não ter a “chance” de receber a salvação. Mas a verdade é que ninguém desejará ser salvo como Deus deseja, sem antes ser alvo da ação da graça regeneradora: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1 João 4:19). Outros têm pensado que se Deus converte ao pecador, não há a necessidade de que o pecador obedeça aos mandamentos do evangelho tendo assim que se arrepender e crer em Cristo. Mas novamente, a verdade é de outra maneira. Porque a única forma que nós podemos saber se a graça de Deus foi realmente dada a nós, é quando temos o desejo de guardar os mandamentos do Senhor. “Ora, sabemos que o temos conhecido por isto: se guardamos os seus mandamentos.” (1 João 2:3). Todo aquele que atende ao chamado da graça de Deus, tem então, unicamente nesse ato, a única evidencia que a graça lhe foi concedida por Deus. Como o Apóstolo Pedro disse: “Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude,” (2 Pedro 1:3). Todos aqueles que recusam obedecer ao evangelho têm somente a si mesmos para culpar; mas todos os que vêm à presença de Cristo, têm somente a Deus para agradecer.

Perseverança dos Santos - Aqueles que são verdadeiramente salvos nunca se perderão.

Como temos visto até agora, os ensinos reformados têm uma visão de Deus muito mais enaltecida e uma visão sobre o homem, bem mais reduzida do que é comum entre os seres humanos. Não há dúvidas de que é por isso que a natureza humana não consegue aceitar a fé reformada, ao mesmo tempo em que o homem pode vir a concordar com teorias mais fáceis ou formas mais “aceitáveis” de cristianismo que são ensinadas. Não há dúvida de que é por isso também que Jesus disse a Pedro, assim que ele entendeu esse ensinamento, “Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” (Mateus 16:17). Nada além da poderosa e soberana graça de Deus pode fazer com que o ser humano aceite esse fato. Mas nós não devemos imaginar que o crente reformado é mais pobre por essa causa, porque o beneficio é muito maior do que o custo. Porque se ao homem pecador que ele reconheça que não pode fazer nada por si mesmo, isso o põe ao alcance de uma bênção incomparável: “Aqueles que Deus aceitou como seus amados... não podem nem totalmente ou finalmente cair de seu estado de graça, mas certamente irão perseverar íntegros até o fim, e ser eternamente salvos.” (CFW, XVII:1). Eles não podem “cair da graça” porque Deus traz a obra da salvação a um estado de perfeição que é exclusivamente Seu. E isso tudo é verdade, apesar de uma aparência (mas não realidade) de graça em hipócritas e as tendências ao pecado em verdadeiros crentes. Agora, como todos sabem, existem aqueles que parecem ter caído da graça. Eles parecem ter interesse em Cristo, mas então perdem todo e qualquer interesse N’Ele. Como então, pode-se perguntar, podemos ter certeza de que todos aqueles que são escolhidos por Cristo perseverarão na fé? A resposta é encontrada na Bíblia: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos.” (1 João 2:19). Se os seres humanos fossem salvos por Deus, para depois se perderem novamente por causa de seus atos, então Deus seria um fracasso! E isso parece acontecer. Mas isso não acontece de forma alguma, porque “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.” (Filipenses 1:6). Todos aqueles que realmente pertencem a Ele “...pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo.” (1 Pedro 1:5). Este ato é de que se deve totalmente ao poder de Deus, e não à força vinda do crente; mesmo os cristãos verdadeiros não podem fazer nada por si próprios. Existe, pela criação e sustentação da graça de Deus, uma fé insaciável, um desejo por Deus no coração de cada verdadeiro crente, que é encorajado e capacitado para lutar o bom combate da fé, mantendo-se fiel até o fim. Como poderia Deus ser verdadeiramente Deus se Ele não aperfeiçoasse a boa obra, a qual Ele mesmo começou em nós?

Pactualmente Ordenado

a. Os Pactos
A palavra pacto pode ser definida como a “concessão voluntária da parte de Deus”(CFW, VII: 1) pela qual Ele (o criador) capacita o ser humano (suas criaturas) a obedecer, glorificar, e gozá-lo. A Confissão de Fé de Westminster reconhece dois pactos:

1. O pacto das obras
“O primeiro pacto feito com o homem foi o pacto das obras, na qual a vida foi prometida a Adão; e nele para sua prosperidade, na condição de uma obediência perfeita e pessoal” (VII:2). Adão, constituído por Deus para ser o cabeça de toda raça humana, quebrou esse pacto. Ele (e com ele) e toda humanidade pecaram e caíram pela transgressão do mandamento de Deus. Tornou-se então impossível para qualquer descendente de Adão que fosse gerado após esse fato, gozar então a vida eterna. Toda e qualquer pessoa, a não ser pela intervenção de Deus, estaria morta no pecado, condenada, e destinada à punição eterna.

2. O pacto da Graça
Sim, Deus interveio! “Deus, não meramente pelo seu prazer próprio, por toda eternidade, elegeu alguns para vida eterna, trazendo-nos assim para um pacto de Graça, para livrar o ser humano de seu estado de pecado e miséria, e trazê-los a um estado de salvação através da pessoa do redentor.” (Catecismo Menor, Pergunta 20). Nossa fé reformada insiste que só há um, e um somente, caminho para a salvação, através do Redentor, Jesus Cristo. Todos aqueles que são trazidos para esse estado de salvação, desde Adão até a ultima pessoa sobre a face da terra, entrarão pelo pacto da graça. A mais simples e básica divisão da Bíblia não é entre o Antigo e Novo Testamento (Como afirmam os dispensacionalistas), mas entre Gênesis 1:1 a 3:16 e o resto da Bíblia. Após a quebra do pacto das obras, Deus nos introduz em um gracioso pacto de salvação através do Antigo e do Novo Testamento. Há uma única igreja por todos os tempos. Verdade, essa igreja única existe tanto na era da promessa (O Velho Testamento) e na era do cumprimento de toda profecia (O Novo Testamento). “Portanto não existem dois pactos de graça, diferentes em substancia, mas somente um único, debaixo de várias dispensações.” (CFW, VII:6). Essa igreja única possui um mediador, O Senhor Jesus Cristo. Quando o Verbo de Deus se encarnou, Ele se tornou o profeta. Como aquele que veio eliminar o pecado e ser o servo perfeito de Deus, Ele também é o Sacerdote. Como o juiz e defensor da igreja de Deus, Ele é o Rei.

b. O Pacto e a Igreja
A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma igreja apostólica. Não, nós não continuamos o oficio dos apóstolos, mas nos esforçamos de todas as formas para que continuemos nas práticas e doutrinas apostólicas das igrejas do Novo Testamento (Atos 2:42). Nós cremos que pela graça de Deus nós somos incluídos no grupo daqueles que Deus acolheu em seu pacto de graça através do seu filho Jesus Cristo, em quem todos os mistérios e promessas do Antigo Testamento foram completos.(CFW, VII:5; 2Cor 1:20). Então, vemos a nós mesmos e nossas crianças batizadas como um só corpo com o povo de Deus em todos os tempos, laços de um relacionamento especial que Deus estabeleceu há muito tempo atrás com Abraão (Gal. 3:15 - 27; Gen. 17:7; Atos 2:37 - 39), que é o pai de todos aqueles que verdadeiramente crêem. E, com a comunidade escolhida no pacto, de todas as gerações, nossa fé reformada enfatiza a importância dos membros e presença junto à comunidade nas vidas dos filhos de Deus (CFW, XXX:2). Nós não chamamos a Igreja Presbiteriana do Brasil uma verdadeira igreja de Cristo porque cremos que somos os únicos cristãos em nosso país. Ao invés de fazer isso, nós nos chamamos assim porque magnificamos a graça de Deus, que tem nos constituído como denominação de maneira (mesmo sendo nós imperfeitos) que tudo possa ser feito de acordo com a Santa Palavra de Cristo, aquele que é o único Cabeça e Rei da Igreja. Jesus nos ensina que seu rebanho ouve sua voz e o segue, e esse rebanho simplesmente não ouvirá a voz de qualquer estranho. Com louvor a Deus, então, nos regozijamos pois, pela misericórdia de Deus, nós também somos membros do seu rebanho e podemos ouvir a voz do Bom Pastor.

Batismo Infantil

“Batismo é um sacramento, de maneira a purificar com água no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, o que significa e sela nossa aliança com Cristo, e partilhando os benefícios do pacto da graça, e nossa declaração que verdadeiramente somos de Deus” (CM, P. 94). Batismo é o sinal do pacto da graça durante a era do Novo Testamento, como foi a circuncisão durante o Antigo Testamento (ver Col. 2:11-12). Os Cristãos Reformados entendem que o batismo deve ser aplicado, então, a todos aqueles com quem Deus estabeleceu seu pacto de graça, mais claramente, com os crentes em Cristo e também com seus filhos. È importante enfatizar que não há um texto bíblico explícito que determine o batismo infantil. Se houvesse, todas as igrejas que crêem na Bíblia iriam então praticá-lo. Contudo, a vontade de Deus não é somente “expressamente descrita nas Escrituras”, mas também “por uma conseqüência boa e necessária, pode ser deduzida das Escrituras” (CFW, I:6). O argumento de defesa para o batismo infantil pode ser apresentado na forma de silogismo:

Premissa Maior
Todos participantes no pacto da graça devem receber o sinal de tal pacto.

Premissa Menor
As crianças, filhos dos crentes são também participantes do pacto da graça.

Conclusão
As crianças, filhos dos crentes devem também receber o sinal do pacto da graça. Se as duas premissas são verdadeiras, a conclusão é incontestável. E é isso o que a confissão descreve como “conseqüência boa e necessária” A única forma de evitarmos o batismo infantil dos filhos dos crentes é se negarmos uma dessas verdades. Poucos negariam a premissa maior, mas dispensacionalistas claramente negam a premissa menor. Eles afirmam que as crianças filhos de crentes nunca foram participantes do pacto da graça. Uma vez que, durante a era do Antigo Testamento, eles participavam da nação de Israel e recebiam o sinal de sua participação no pacto - a circuncisão. Mas, dizem eles (dispensacionalistas), que crianças não participam do pacto da graça, porque esse pacto existe somente a partir do Novo Testamento. Uma vez que não existe um texto que ordena o batismo infantil, então não se deve fazer. Entretanto, o pacto da graça existe durante as duas eras (AT e NT), e os filhos dos crentes eram obviamente participantes do pacto durante o Antigo Testamento. Deus determinou isso (ver Gen. 17:10). Agora, uma vez que Deus não alterou seu pacto (Salmo. 89:34), nós não nos surpreendemos que não haja um texto no Novo Testamento indicando que os filhos dos crentes que eram participantes do pacto, agora já não são mais. Ao contrário, Colossenses 2:11 e 12 traçam um paralelo especifico, entre batismo e circuncisão; aqueles que eram então circuncidados, que sejam agora batizados. E Atos 8:12 mostra que o novo sinal da aliança foi dada as mulheres assim como aos homens. O Batismo é um sacramento totalmente passivo, partindo de nosso ponto de vista. Isso não significa que em todos os aspectos da aplicação da salvação prometida no pacto da graça, o individuo batizado seja totalmente passivo. Eles (ou elas) são verdadeiramente ativos em seu processo de conversão e santificação. Ao invés disso, o que realmente significa é que o individuo batizado e não se auto-batiza. Os Pais não batizam seus filhos. Falando diretamente, nem mesmo o ministro (pastor, igreja...) os batiza, no sentido de efetuar algo. Nós não fazemos nada no batismo; ao invés disso, Deus faz algo. Ele, através do cumprimento de um mandamento pela igreja, dá uma identidade a crianças, jovens e velhos, de sua família do pacto, os alvos de sua graça e de todas suas maravilhosas bênçãos.

d. Todas as Vidas Redimidas
O povo reformado não limita seus locais ou ambientes de culto e louvor, somente à igreja. Isso ocorre pelo fato de nossa fé reformada nos ensinar que Jesus Cristo é rei de todo o mundo e sobre todas as áreas de nossas vidas (CFW, XIX:5; XXIII:1-4). Os crentes reformados então sujeitam ativamente a ordem integral da criação ao senhorio de Cristo. O humanismo secular se tornou o maior inimigo da igreja nos nossos dias. Esse inimigo capturou os corredores de poder e influência no mundo de hoje, onde um dia já houve uma influência cristã sadia. Para combater a secularização do mundo, os crentes reformados devem ser ativos nos campos da política, educação, economia, lei, ciência, trabalho, etc. Prontos para abraçar a causa de Cristo, qualquer que seja a sua perspectiva de vida. Desde membros do Congresso Nacional que se opõem ao aborto, até ajudas em momentos de tribulações entre os necessitados, como também dando auxilio a famílias despedaçadas e crianças, vítimas de abusos (físicos e psicológicos), o povo reformado crê que sua fé é relevante para a transformação de vidas conformadas e frias, para os padrões divinos de justiça e moralidade. Sim, deve existir liberdade e justiça para todos, de acordo com os padrões de Deus e não de homens!