segunda-feira, 28 de junho de 2010

COMO VENCER A ANSIEDADE?

Texto: Mt. 6: 25-34

È bem verdade que o comer, o beber e o vestir, são três coisas essências para todo e qualquer ser humano. Mas será que isso deve ser a nossa máxima prioridade? Será que devemos ficar ansiosos por obter com toda prioridade estas coisas? Será que o comer, o beber e o vestir é nossa mais importante prioridade?
A.T – Para muitas pessoas sim, mas para os servos de Deus não! Jesus nosso Senhor nos aconselha em sua palavra a não ficarmos ansiosos por cousa alguma.
S.T – A pergunta é: Como vencer a ansiedade?

I. Em primeiro lugar, observando o amor de Deus por sua criação
(a). Devemos observar a maneira como Deus sustenta todas as coisas – v. 26b
1. Ele sustenta a vida animal – v. 26c
2. Ele sustenta a vida vegetal – v. 28, 30
3. Ele sustenta a vida humana – 27, 29
 Somos mais valiosos do que as aves
 Somos mais valiosos do que a natureza
 Somos a coroa da criação de Deus

II. Em segundo lugar, considerando a sabedoria e o poder de Deus
(a). Quando ficamos ansiosos e preocupados com o dia de amanhã, estamos demonstrando que não confiamos na sabedoria e no poder de Deus.
1. A falta de fé no Deus que tudo sabe e que tudo pode nos levará a termos uma vida opaca e desmotivada. Isso é uma das causas da ansiedade e preocupação!
2. A falta de fé no Deus que tudo sabe e que tudo pode demonstra o quanto estamos nos parecendo com os incrédulos.
 Os descrentes vivem desesperadamente em busca de um acumulo de bens matérias, como sem a comida e o vestuário fossem tudo na vida.
 Os cristãos são diferentes, pois sabem que tem um Pai celestial que sabe das necessidades básicas de todos.

III. Em terceiro lugar, buscando os interesses de Deus em primeiro lugar – v. 33
(a). Significa dar a Deus a mais alta prioridade de nossa vida.
1. Vivendo uma vida cheia do Espírito Santo
 Pois, este reino não é comida e bebida, mas justiça e paz e alegria no Espírito Santo - Rm. 14: 17
2. Vivendo uma vida separada das coisas do mundo
(b). Significa viver uma vida sem inquietudes (preocupações exageradas) – v. 34
1. A inquietação vai trazer problemas psicológicos
2. A inquietação vai trazer problemas fisiológicos
3. A inquietação vai trazer problemas espirituais

Conclusão
Quando vivemos uma vida ansiosa, e cheia de preocupações: estamos desatentos ao amor e a preocupação que Deus tem por nós; estamos desconsiderando a sabedoria e o poder de Deus em suprir todas as nossas necessidades; estamos buscando mais os nossos interesses do que os de Deus, para nossa vida.Por esta razão,descansemos em Deus e confiemos em sua Santa Providência.

Exraido do sermonário do Rev. Edvaldo Miranda

sábado, 26 de junho de 2010

FESTAS JUNINAS: DEVEM OS CRENTES (E OS SEUS FILHOS) PARTICIPAREM?

por Rev. Magno Paterline

“Não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.” (Tiago 4:4)
Iniciamos o mês de junho. É comum em nosso país, nesta época do ano, as chamadas “Festas Juninas”. As associações de bairros, as entidades assistenciais de promoção humana, as escolas, quer públicas ou particulares, ensinam as crianças, aos jovens e adolescentes que estas festas refletem apenas um aspecto de nossa “cultura brasileira”. O ritimo do forró, as roupas caipiras, as guloseimas, a fogueira, os fogos de artifício, as bandeirolas, o quentão, adornam essa festa tão tradicional por todo o país. Embalados pela estação fria dessa típica época do ano, as pessoas dançam ao redor das fogueiras, como algo meramente “cultural”.

Todavia, nós os crentes em Jesus Cristo, sabemos (sem hipocrisia!) que a nossa “cultura” está imersa do lôdo e no lamaçal da idolatria, do misticismo, da mentira e do engano. Basta observamos a fundamentação dos nossos principais feriados e festividades: “carnaval – festa da carnalidade”; “corpus crist – culto e veneração a história católica romana”; “festas juninas” – Louvor e adoração aos santos “canonizados” por Roma: dia 13 – “Santo Antônio”, dia 24 – “São João” e 29 – “São Pedro”.

Pergunta-se: Devem os crentes em Jesus participarem das chamadas “festas juninas”? Não! Mil vezes, não! Seria bíblico para alguém que professou fidelidade as Palavras de Jesus Cristo, participar de quermesses em louvor ao “santo casamenteiro”? (Santo Antonio), ao santo que tem “as chaves do céu” e que foi considerado pela tradição romana como o primeiro “papa” da Igreja? (São Pedro).
Evitar o escândalo é atitude de um servo do Deus vivo, de um coração alicerçado na primeira palavra de Deus, de uma alma que se eleva para adorar a Deus em um sacrifício vivo, santo e agradável, que é o nosso culto racional (Romanos 12:1).
Disse o Senhor Jesus que o escândalo vem, mas Ele mesmo acrescentou: “Ai do homem pelo qual vem o escândalo” (Matus 17:2). “Melhor fora que se pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado ao mar, do que fazer tropeçar estes pequeninos”. (Lucas 17:2).

O que é escândalo”? É tudo aquilo que resulta de erro e de pecado obstinado, provocado por um mau exemplo e que transgrida finalmente os padrões estabelecidos pela Palavra de Deus. O termo origina-se do grego “Skándalon”, significado “tropeço”; “pedra em que se tropeça”.
Escândalo, é um ato exterior que é ou aparece como mau, capaz de exercer uma influência moralmente prejudicial ao comportamento.

É bom que atentemos as palavras do salmista que dizia: “Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor, Deus dos Exércitos, nem por minha causa sofram vexames dos que te buscam, ó Deus de Israel”. (Salmo 69:6).
Indubitavelmente, o lugar dos nossos filhos não é nas “tradicionais” festas juninas.
Bom é que façamos recordar os nossos corações, as Palavras de oração do Pai Nosso:”…e não nos deixes cair em tentação, mas, livra-nos do mal.” (Mateus 6:13).
Que a sua vida (e a de seus filhos), seja inteiramente para o louvor do Eterno e Bendito Salvador.

A Ele toda a Glória!

Extraído de: www.ipcg.org.br/ipcg/?p=673

PORQUE NÃO FALAMOS EM LÍNGUAS

por Dr. Jay E. Adams

A resposta? Simplesmente é esta: Nós não falamos em línguas porque não é bíblico assim fazer.

"Mas, no Novo Testamento as pessoas não falavam em línguas? Isto não faz dela uma prática bíblica?"


Não. Algumas coisas na Bíblia pertencem a pessoas e tempos especiais; não a nós. Jesus ressuscitou dos mortos e os apóstolos manejaram miraculosamente serpentes mortais sem dano algum; mas nós não podemos fazer estas coisas hoje.

O Que as Línguas Eram

A palavra línguas, na Bíblia, significa idiomas. Falar em outras línguas (note o plural; a Escritura não está falando de algum idioma celestial) é a capacidade de pregar em idiomas estrangeiros sem ter estudado ou aprendido os mesmos (Atos 2:8-11). Os dons miraculosos do Espírito Santo capacitaram os apóstolos, em seus dias, a ensinarem pessoas de muitas nações. Você pode ver, então, como Paulo claramente disse, que as línguas tinham um propósito evangelístico: “as línguas são um sinal, não para aqueles que crêem, mas para os incrédulos” (1 Coríntios 14:22).

Porque isto é verdade, um idioma não deve ser usado numa congregação que fala outro idioma. Aparte da interpretação, o falar em línguas estrangeiras não edifica. E o propósito principal de Paulo nestes capítulos é enfatizar que todos as coisas devem ser feitas para edificar (ou fortalecer) os outros - 1 Coríntios 14:26b. Usá-las na igreja era inadequado e inconveniente, visto que elas deviam ser interpretadas.

Porque as Línguas Cessaram

Deus nunca intentou que o falar em línguas continuasse indefinidamente. Paulo expressamente escreveu: “as línguas cessarão” (1 Coríntios 13:8). O esforço evangelístico que estabeleceu a igreja primitiva em todo o mundo Mediterrâneo, foi realizado sob a liderança dos apóstolos. Os ofícios apostólicos e proféticos eram revelatórios (Efésios 3:5). Isto é o mesmo que dizer que, durante o período no qual o Novo Testamento estava sendo escrito, ambos recebiam a verdade diretamente de Deus. Os apóstolos foram enviados com o evangelho, enquanto os profetas pareciam ter sido assistentes apostólicos. A revelação que eles receberam foi registrada nos livros que chamamos o Novo Testamento.

Não somente os dons miraculosos capacitaram os apóstolos a pregarem em muitos idiomas que eles não conheciam, mas estes dons também atestaram sua comissão apostólica (2 Coríntios 12:12), assim como os feitos miraculosos atestaram a obra evagelística de Jesus (Atos 2:2). Além do mais, pelos dons extraordinários, Deus confirmou os escritos dos apóstolos (Hebreus 2:2-4). Quando a escrita das Escrituras se completou, sua autoria não necessitava de confirmação adicional.

Foi somente durante o lançamento dos fundamentos da igreja que os dons miraculosos eram necessários. Os ofícios de apóstolo e profeta, sobre quem Deus depositou estes dons, cessaram quando este fundamento foi lançado. Isto é claro a partir de Efésios 2:20. Um fundamento é lançado somente no princípio; ele não se estende até às paredes ou ao texto!

Quando Paulo disse que os dons especiais eram “os sinais de um verdadeiro apóstolo” (2 Coríntios 12:12), ele certamente implicou que nem todos os cristãos os possuem. Era somente os apóstolos, e aqueles a quem eles transmitiram (Atos 19:6,7; Romanos 1:11), que possuíram estes dons.

Suponha que eu dissesse “Nossa igreja se reúne numa casa, no bloco 200, da Avenida Central - você não pode deixar de encontrar; simplesmente olhe para o sinal”. Mas, quando você chega, cada casa parece semelhante e todas têm sinais similares! Este sinal seria inútil; ele não mais seria um sinal. Se após o pentecoste judeu e o pentecoste gentio (Atos 2:10), quando o Espírito Santo veio diretamente, os dons eram mediados somente pelos apóstolos (Atos 8:17,18; 19:6,7), então, eles deveriam ser deveras um sinal dos verdadeiros apóstolos (2 Coríntios 12:12). Mas somente assim. Se alguém pudesse, de si mesmo, obter dons de Deus, aparte dos apóstolos, então, as línguas seriam um sinal para ajudar a identificar um verdadeiro apóstolo, tanto quanto os sinais na Avenida Central.

Não, os sinais e maravilhas pertenceram ao período fundacional da igreja - um período, presumidamente, que aqueles que ensinam outra coisa parecem não reconhecer (embora o próprio Paulo faça alusão a isso em Efésios 2:20). Eles não têm mais lugar na igreja hoje do que a continuação da escrita da Bíblia. Você pode assumir, portanto, que não importa quão bem intencionadas as pessoas que reivindicam o dom de línguas possam ser, elas têm enganado a si mesmas sobre o assunto. Não importa a sinceridade delas ou o “balbuciar celestial” que elas possam parecer falar.

Não busque, ore ou espere dons miraculosos hoje. Não há garantia para assim o fazer. Foque sua atenção, ao invés disso, nas Escrituras e nAquele de Quem elas falam. Nele (Jesus Cristo) somente, está o majestoso poder de Deus, depositado e demonstrado.


Extraído de: www.monergismo.com

FALANDO EM LÍNGUAS

por W. E. Best

Leia Atos 2 e 1 Coríntios 14. Esses dois capítulos são a porção principal da Escritura que trata com o assunto das línguas. A palavra grega glossa não pode refletir tanto expressões extáticas como idiomas estrangeiros. Ela é usada para o órgão físico que emite sons conhecidos e audíveis de vários idiomas e dialetos humanos. Em Atos 2:1- 11, a referência é à diferentes idiomas de diferentes países.

O falar em línguas praticado entre os religiosos está no topo da lista da atividade demoníaca. Os demônios falam: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; — não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva. E passarão pela terra duramente oprimidos e famintos; e será que, tendo fome e enfurecendo-se, então, amaldiçoarão ao seu rei e ao seu Deus, olhando para cima, olhando para a terra, eis que haverá angústia e escuridão, e serão entenebrecidos com ânsias e arrastados para a escuridão” (Isaías 8:19-22). Demônios operam como ventríloquos. “Médiuns” traduzido para o grego dá a conotação de ventríloquos. Esses demônios são descritos como necromantes ou magos que chilreiam e murmuram (v. 19). Um mago é um médium possuído por demônio. “Mago” significa “muito conhecimento”; portanto, os demônios têm inteligência sobrenatural. Seu chilreio são sons baixos; e sua murmuração são sons altos; mas esses sons não são fabricados por eles.

Paulo procurou corrigir um conceito exagerado do dom de “línguas” (idiomas). A importância relativa das “línguas” (idiomas) aparece no fato delas serem mencionadas em apenas uma das epístolas às assembléias (1 Coríntios 12-14) e Corinto era a única assembléia dita ser carnal (1 Coríntios 3). Em cada uma das listas de dons, o idioma está no final, chamando a atenção para a sua importância menor. O dom de idiomas não era para todas as pessoas (1 Coríntios 12:8-10, 30). Toda referência a idiomas em 1 Coríntios 14:1-28 é comparada desfavoravelmente com profecia. Paulo advertiu aqueles que desejavam idiomas de sua impotência (14:21) e de seu pequeno ou nenhum benefício para a assembléia (1 Coríntios 14:2, 4-6, 9, 16, 19, 22, 23, 28). A recomendação mais alta do apóstolo do dom de idiomas era negativa (1 Coríntios 14:39).

No Novo Testamento, milagres, maravilhas e sinais foram dados para confirmar a palavra de Deus. Jesus Cristo foi confirmado por milagres, maravilhas e sinais: “Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis” (Atos 2:22). Ele prometeu aos discípulos que eles e sua mensagem seria confirmada por sinais: “ E estes sinais acompanharão [futuro ativo indicativo de parakoloutheo] aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas [idiomas]; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Marcos 16:17,18). Você é um crente. Esses sinais te seguem? Algumas promessas de Deus são condicionais, e outras são incondicionais. As promessas incondicionais são as que Deus predeterminou para realizar o Seu propósito eterno. As promessas condicionais são dependentes do que os recipientes de graça fazem das provisões que Deus fez para nós, de forma que possamos ser santificados e crescermos na graça e conhecimento do Senhor.

As promessas de Deus são cumpridas com o “Eu farei”. O “verbo futuro” de Marcos 16:17 denota determinação. Quando usado com pronomes, outros além de “eu” ou “nós”, ele denota ordem e determinação na escrita ou fala formal. Nesse exemplo, a fala do Senhor Jesus está sob consideração. Cristo está falando primariamente a Seus discípulos. Os sinais foram prometidos aos discípulos para confirmar a mensagem: “E eles [os discípulos], tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles [os discípulos] o Senhor e confirmando a palavra com os sinais [atestando milagres] que se seguiram. Amém!” (Marcos 16:20). Os crentes hoje não podem reivindicar a promessa desses sinais extraordinários. Nós temos a mensagem completa a qual ninguém pode adicionar e da qual ninguém pode tirar.

Falar em idiomas estrangeiros que não foram aprendidos era um sinal para confirmar a palavra nos tempos apostólicos. Idiomas devem ser avaliados pelo padrão objetivo da palavra de Deus em sua forma completa (Judas 3). É lógico assumir que Deus instituiria um milagre que os homens não pudessem duplicar através da simulação humana. Somente um milagre registrado envolveu idioma e fala antes de Pentecoste. Por causa do pecado do homem, Deus deu aos homens confusão de idiomas na torre de Babel (Gênesis 11). Ele mudou a fala simples e o idioma único do mundo em muitos idiomas (Gênesis 11). Essa foi uma mudança para idiomas estrangeiros, não expressões extáticas. Deus repetiu a natureza básica desse milagre em Pentecoste. Cristo esboçou o futuro relacionamento do Espírito Santo com o crente sem qualquer referencia à idiomas em João 14-16.

A glossolalia bíblica tem sua fonte no Deus soberano. A palavra glossolalia é composta de duas palavras gregas — glossa, o órgão físico, palavra, ou idioma, e laleo, falar. As cinqüenta ocorrências de glossa no Novo Testamento são divididas em seis categorias: (1) Quinze referem-se ao órgão do corpo usado para falar. (2) Uma fala da língua do homem rico no Hades (Lucas 16:24). (3) É usada uma vez, figurativamente, de línguas como de fogo (Atos 2:3). (4) Uma contrasta palavra com ação (1 João 3:18). (5) Sete vezes em Apocalipse ela está relacionada com famílias, povos, nações e multidões para descrever grupos étnicos caracterizados por falar certos idiomas estrangeiros. (6) Vinte e cinco vezes ela descreve o fenômeno real do dom de falar num idioma estrangeiro. A interpretação de passagens obscuras sempre deve ser determinada por conotações em passagens claras.

A maioria das opiniões dominantes da interpretação de glossolalia é que (1) ela consiste de idiomas estrangeiros por cristãos e (2) ela é extática, sujeita a um estado de êxtase, emoção sobrepujante, ou palavras corretamente rotuladas pela palavra adicional “estranhas”. Aqueles que pensam que a palavra em itálico “estranhas” em 1 Coríntios 14 na versão Almeida Revista e Corrigida está assim por causa de ênfase, falham em perceber que ela é uma palavra adicional. Como conseqüência, muitos crêem que a palavra “estranhas” é inspirada. A noção de que “línguas” (idiomas) eram um tipo de tagarelice excitante é racionalista. Quão ridículo é pensar que Paulo agradeceu a Deus que ele falava mais tipos de tagarelices do que todos os outros (1 Coríntios 14:8). Como alguém pode interpretar uma tagarelice ininteligível?

A história mostra que a ocorrência da glossolalia carismática tem sido encontrada em religiões não-cristãs. A glossolalia não-cristã tem sua origem em Satanás. A fala extática é encontrada entre os Maometanos. O sétimo artigo de fé dos Mórmons declara que eles crêem no dom de línguas, profecia, revelação, visões, cura, interpretação de línguas, etc. Faladores e não faladores de língua admitem da mesma forma que idiomas estrangeiros são geralmente identificados com o fenômeno em Atos, e a fala extática é salientada em 1 Coríntios 14. Contudo, como mencionado anteriormente, glossa não pode se referir tanto a idiomas estrangeiros e alguns estranhos ou à expressões extáticas.

O asno de Balaão falou numa língua (Números 22:28-30), mas ela foi um idioma que pôde ser tanto entendido como interpretado. A obrigação de provar está no falador moderno de língua, para mostrar que a glossolalia bíblica também inclui expressões extáticas estranhas. Os advogados do falar em línguas concordam que glossolalia ocorreu primeiramente no dia de Pentecoste. Idiomas foram distribuídos como fogo. Eles foram falados com um órgão de fala. Idiomas eram um dom sobrenatural de falar num idioma não estudado e não aprendido.

Nosso Senhor disse aos Seus discípulos que eles seriam capazes de falar em “novas línguas” (Marcos 16:17). Cristo usou a palavra kainos ao invés do sinônimo neos para “novo”. Se falar em línguas tivesse envolvido idiomas desconhecidos nunca falados antes, Cristo teria usado neos , que significa novo com respeito ao tempo ou o que é recente. O “novas línguas” são as “outras línguas” de Atos 2:4 — “E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas [idiomas], conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”. Esses idiomas eram novos e diferentes para aqueles que os falariam. Eles não eram novos no sentido de que eles nunca tinham sido ouvidos ou no sentido de que eram novos para aqueles que os ouviriam.

Os discípulos falaram em “outras línguas”, não em “novas línguas”. Há duas palavras gregas diferentes para “outros”. Allos expressa uma diferença numérica e denota outro do mesmo tipo. Heteros expressa uma diferença qualitativa e denota outro de um tipo diferente. Por exemplo, Cristo prometeu enviar outro ( allos ), um do mesmo tipo, Consolador (João 14:16). Paulo disse que ele via outra ( heteros ) lei, uma lei diferente da lei do Espírito de vida (Romanos 7:23). Ele também falou de um evangelho diferente ( heteros ) daquele que ele pregava, que não é outro ( allos ) (Gálatas 1:6,7).


Extraído de: http://www.monergismo.com/

JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ SOMENTE & PENTECOSTALISMO

por John W. Robbins

A verdade da justificação pela fé somente julga e condena o movimento pentecostal-carismático. Ninguém pode crer na justificação pela fé somente e ao mesmo tempo consistentemente subscrever aos princípios básicos do Pentecostalismo.

Nós não negamos que possa haver cristãos verdadeiros que subscrevam à tese Pentecostal. As mentes de algumas pessoas são admiravelmente confusas. Porém, há quatro pontos que devem ser levantados sobre o Pentecostalismo à luz da justificação:

1. Quando Deus justifica o pecador por causa de Cristo somente, Ele faz isto atribuindo ao crente tudo o que Cristo fez em Sua santa obediência em nosso favor. Tudo que Cristo é, toda a Sua justiça inconquistável com todos os seus méritos e heranças, pertence ao pecador necessitado que o Espírito Santo une a Cristo em fé salvadora. Este é o dom que compreende e abrange tudo mais.

Agora, se os nossos amigos pentecostais confessam conosco a magnitude deste dom de justificação, por que eles falam sobre a experiência de ser batizado no Espírito, como se isso fosse algo mais alto e melhor do que o que todo crente em Jesus já possui?

O dom presente do Espírito Santo é somente o “penhor” (Efésios 1:13,14) do que herdamos através de Jesus Cristo. A graça da justificação é como a água no oceano inteiro. A experiência interior é como uma concha pequena segurando um pouco desta água. Um dom que pode ser reduzido à dimensão da experiência de um pecador mortal não é um grande dom de forma alguma.

2. Quando o Pentecostalismo ensina uma experiência religiosa após a justificação e conversão, isso implica que o dom gratuito da justiça de Cristo ao crente não é suficiente para trazer o enchimento, ou batismo, do Espírito Santo.

Mas justificação significa que, visto que a justiça de Cristo é imputada ao crente, Deus deve não somente considerá-lo, mas tratá-lo como justo. Eu não sou um homem justo justificado com Deus? Deus não se deleita e não ama abraçar um homem justo? O apóstolo Paulo diz que o Espírito vem com a bênção da justificação (Romanos 4:1-4; 8:1-10; Gálatas 3:1-14; Efésios 1:24; etc). Uma justificação diante de Deus que não traz o Espírito Santo abundantemente (Tito 3:5-8) não é uma justificação de forma alguma, e não mereceria que se falasse sobre ela — o qual é geralmente o caso entre os entusiastas carismáticos.

3. Se a recepção da justiça imputada pela fé somente não traz com ela o abundante dom do Espírito, outros passos ou técnicas devem ser utilizados para se obter “o melhor do céu”. Aqui a porta está aberta para um novo tipo de legalismo. As pessoas tornam-se obcecadas por receber o Espírito por seus próprios atos de “entrega absoluta”, “dedicação total”, “erradicação de si mesmo” ou “colocar Jesus sobre o trono de sua vida”. A atenção é tirada da mensagem do Evangelho de que Cristo realmente obteve o Espírito para o crente por Seus próprios atos de entrega absoluta, dedicação total, e pela aniquilação do pecado que aconteceu no Calvário (Atos 2:33; Gálatas 3:13,14; João 7:38,39).

Paulo lembra aos gálatas insensatos que o Espírito veio (Gálatas 3:2) e continua a ser dado abundantemente (Gálatas 3:5, tradução literal) pelou ouvir da fé. A pregação do evangelho é a proclamação de como o Espírito vem ao homem pelos atos conquistadores de Jesus em favor do homem. O “galatianismo” proclama como os homens podem ganhar o Espírito.

4. A preocupação esmagadora do Pentecostalismo é a vida interna do crente. Seu testemunho predominante é à experiência interna do Espírito, antes do que à ação histórica de Deus em Jesus Cristo. Por esta razão, a espiritualidade Pentecostal está em harmonia fundamental com a espiritualidade Católica Romana. O Pentecostalismo tem sido capaz de construir uma ponte entre o abismo que existe entre o Romanismo e o Protestatismo apóstata, mas o trânsito ao longo desta ponte é principalmente num sentido. Toda experiência religiosa que é uma negação da justificação pela fé somente encontra sua morada em Roma.


Extraído de: http://www.monergismo.com/