terça-feira, 27 de julho de 2010

QUATRO COISAS QUE TORNA O CRENTE UMA PESSOA MAIS DO QUE FELIZ

Texto: SALMO 1

INTRODUÇÃO
- O que precisamos fazer para sermos felizes? Muitas pessoas pensam e ensinam, que a felicidade depende do que possuímos, será que isso é verdade? Será que a verdadeira felicidade depende do valor monetário que temos no Banco,das mansões que possuimos, das impresas que administramos, dos carrões que temos em nossa garagem, como muitos pregadores da "teologia da prosperidade" afirmam? Será que o falecido brasileiro que recentemente tirou sozinho mais de 50 milhões de reais encontrou a verdadeira felicidade? Será que um jogador de futebol que ganha aproximadamente entre cinco a seis milhões de dólares por ano tem a verdadeira felicidade? O que precisamos fazer para sermos felizes?
E.T - Existe neste Salmo, uma diferença progressiva entre o crente e o ímpio. Tudo se resume assim: O ímpio se acha feliz por aquilo que possui, mas o homem temente a Deus é feliz por aquilo que ele é:
1. Diferentemente do que alguns pensam e ensinam, a felicidade depende do que eu sou, e não do que tenho. Ser em lugar de ter é um dos ensinos principais das Escrituras.
A.T - O ímpio se acha feliz por aquilo que faz para si próprio, por sua vez, o crente é feliz por aquilo que faz para agradar a Deus!
S.T – Podemos observar isso de acordo como nos mostra o Salmo 1:

I. O CRENTE VERDADEIRO NÃO ANDA SEGUNDO O CONSELHO (OPINIÕES) DOS IMPIOS.
(a). Não andar segundo o conselho dos ímpios, significa dizer que o crente verdadeiro não adota os princípios mundanos, e nem a conduta dos incrédulos.
1. Um verdadeiro cristão não pode ser influenciado por pessoas que não temam o Deus Bendito.
a. O ímpio, em geral, é alguém que conhecemos, em casa ou no trabalho, mas que é insensato, que não quer nada com Deus. Por isso: "diz o insensato em seu coração: não há Deus; corrompem-se e praticam iniqüidade" (Sl 53.1). Esse tipo de pessoa, por mais amável que seja, nunca dará bom conselho a ninguém, pois ele mesmo anda em maus caminhos.
2. Um verdadeiro cristão que conhece o Deus que é extremamente Santo não vive segundo o padrão moral de vida dos incrédulos.
a. Porque todos que um dia se depararam com a santidade Deus tiveram suas vidas transformadas e influenciadas por ela - Is. 6: 5; Lc. 5: 8; Ap. 1: 17
i. Por isso o nosso padrão moral de vida deve ser a santidade de Deus, porque ele diz: Eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos consagrareis e sereis santos, porque eu sou santo – Lv. 11: 44.
3. Um verdadeiro cristão não aceita conselhos de pessoas que o induzirão a pecar contra o Senhor.
a. Pv 12.5 diz: Os pensamentos do justo são retos, mas os conselhos do perverso, engano.
4. Um verdadeiro cristão anda sempre em direção oposta ao "curso deste mundo" (Ef 2.2)
a. É bom que fique claro que estamos no mundo, mas não somos do mundo.
5. Um verdadeiro cristão anda segundo o conselho de Deus por meio do Espírito Santo.
a. Porque o conselho do Senhor dura para sempre - Sl 33.11
b. Porque se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito - Gl 5.25

II. O CRENTE VERDADEIRO NÃO SE DETÉM NO CAMINHO (DÁ VIDA PRÁTICA) DOS PECADORES.
(a). Não se deter no caminho dos pecadores, significa não parar para dá uma olhada.
1. O caminho dos pecadores envolve prazeres e negócios ilícitos, que levam ao vício ou à corrupção. É importante passar adiante ou passar de longe. Significa também que o crente deve fugir da agenda dos insensatos.
a. Não pare, nem se distraia.
b. Não imite as suas práticas carnais.
2. O crente é luz e a luz brilha nas trevas
a. Quanto a isso o apostolo Paulo escreveu o seguinte: “Portanto, não sejais participantes com eles. Pois, outrora, éreis trevas, porém agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz, porque o fruto da luz consiste em toda bondade, e justiça, e verdade, provando sempre o que é agradável ao Senhor” – Ef. 5:7-10
3. O crente não pode se embaraçar com as coisas desta vida
a. Devemos nos desembaraçar de todo pecado que fortemente nos assedia, corramos com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.. - Hb 12.1-2.
b. Quando alguém começa a se envolver com as práticas comuns aos ímpios, é porque se deteve naquilo que o levará conseqüentemente à destruição.
(b). Não se deter no caminho dos pecadores, também significa evitar situações que possam comprometer sua vida cristã, uma vez que nós não podemos nos deter em qualquer lugar. Martinho Lutero disse: “o deus de um homem é aquilo que ele ama.”; João diz: “não ameis o mundo, nem o que no mundo há, se alguém ama o mundo o amor do Pai não está nele.” (1Jo. 2.15). Que o mudo não exerça influencia em nossas vidas.

III. O CRENTE VERDADEIRO NÃO SE ASSENTA NA RODA DOS ESCARNECEDORES
(a). Não se assentar na roda dos escarnecedores, significa não ter comunhão com pessoas que não compartilham da nossa fé.
1. Temos que evitar certos ambientes, onde já sabemos que haverá pessoas que zombarão da nossa fé.
a. Ex: Lc 22.55 nos diz que Pedro dá um passo rumo ao fracasso quando se afasta de Cristo e se aproxima de seus inimigos na casa do sumo sacerdote. Pedro assentou-se na roda dos escarnecedores. Tornou-se um com eles. Misturou-se com gente que escarnecia de Cristo. Colocou uma máscara e tornou-se um discípulo disfarçado no território do inimigo. Sua mistura com o mundo custou-lhe caro, pois foi nesse terreno escorregadio que sua máscara foi arrancada e sua queda tornou-se mais vergonhosa.
2. Não devemos fazer parte de uma comunidade de escarnecedores, que zombam e brincam com Deus, porque de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará - Gl. 6: 7
3. É necessário vivermos em constante estado de alerta, senão, de repente, por alguma distração, podemos nos ver assentados com zombadores, participando de suas brincadeiras de mau gosto.
4. Quem ouvir os sábios conselhos da Palavra de Deus, evitará estar assentado na roda dos escarnecedores, se deliciando com suas piadas imorais.
a. Pv 4.10-12 diz: “Ouve, filho meu, e aceita as minhas palavras, e se te multiplicarão os anos de vida. No caminho da sabedoria, te ensinei e pelas veredas da retidão te fiz andar. Em andando por elas, não se embaraçarão os teus passos; se correres, não tropeçarás.”
(b). Não se assentar não significa isolamento total.
a. Não temos que nos isolar das pessoas e dos nossos amigos que não são crentes; pois se assim o fizermos quem irá falar do amor de Deus para eles. Não há ninguém melhor do que nós, amigos já convertidos, para levá-los a presença de Deus. Porém, temos que tomar cuidado com certos tipos de pessoas que não respeitam a nossa fé.

IV. O CRENTE VERDADEIRO TEM SEU PRAZER NA LEI DO SENHOR
(a). O crente verdadeiro se refugia de dia e noite na Lei do Senhor. Não raramente, mas diligentemente e constantemente. Ele tem uma fome insaciavél pela Lei do Senhor. Ele ama a Lei do Senhor.
1. Lei aqui é um sinônimo da Palavra de Deus (Js. 1: 7; 2Rs. 17: 13; 21: 8)
a. O crente considera constantemente a Palavra de Deus como regra de suas atitudes, a fonte de seu consolo; ele tem a Palavra do Senhor de dia e de noite em seus pensamentos, para que não venha andar como os gentios, na vaidade de seus proprios pensamentos - Ef. 4: 17
b. A palavra de Deus é o estrumento que forja o carater do crente
c. È por meio da palavra de Deus que o crente cresce, mediante a aceitação obediente aos seus ensinos, que exprimem a vontade de Deus.
d. A Escritura como um banquete refresca a alma do crente.
i. “Ela o satifaz com visões de Deus como sendo o seu proprio Deus. Cristo como seu proprio Salvador; o Espírito como seu guia, Santificador e Confortador; o céu como seu lar eterno; e todas as coias ordenadas para o seu bem-estar” – Henry Law

APLICAÇÃO – Todos que se deleitam na Lei de Deus são bem sucedidos como uma árvore frutiferá e florescente. Seu fruto aparecerá no tempo apropriado, não necessariamente de imediato, e sua saúde espiritual geral representada pelas folhas, será boa. O fruto que um cristão produz é primeiramente um carater transformado e uma conduta piedosa (Gl. 5: 22-23). Por meio da Lei do Senhor, a vida do crente é enriquecida e assim ele se torna um canal de benção para os outros. Beneficiando os outros através do seu exemplo de vida e com suas boas obras que glorificam a Deus - 1Pe. 2: 12

CONCLUSÃO
Observem que o caminho do pecado sempre vai piorando: a pessoa ANDA no conselho dos ímpios, se DETÉM no caminho dos pecadores e finalmente se ASSENTA na roda dos escarnecedores. Mas o verdadeiro crente se mantém distante:
1. Ele não anda segundo o conselho (opiniões) dos impios.
2. Ele não se detém no caminho (dá vida prática) dos pecadores.
3. Ele não se assenta na roda dos escarnecedores
4. Ele tem seu prazer na Lei do Senhor
È por isso que podemos afirmar que o crentre verdadeiro é uma pessoa mais do que feliz, porque ele é diferente do ímpio em seu comportamento e objetivos. Você se acha uma pessoa mais do que feliz? Se estiveres andando no caminho dos justos certamente que sim, mas se não, por mais que você se ache feliz, porque possui alguma coisa, lembrem-se que alguns pensam e ensinam que a felicidade depende do que você tem, mas as Escrituras nos ensinam o contrario, que a verdadeira felicidade vem daquilo que nós somos e não daquilo que possuímos. Quem você é? Um ímpio ou um justo? Feliz porque tem, ou feliz porque é?

Mensagem ministrada na Igreja Presbiteriana de Picuí, pelo Rev. Edvaldo Miranda.

O CULTO QUE NÃO CULTUA A DEUS

Por Pr. José Santana Dória

Por vezes pensamos que não há nenhuma dificuldade ou problema com respeito à liturgia utilizada nos cultos dos nossos dias, pois achamos que tudo aquilo que se está oferecendo a Deus, Ele aceitará, desde que seja feito com sinceridade e zelo. Este falso entendimento mostra que somos uma geração ignorante quanto a forma bíblica de cultuar a Deus. Não nos ocorre que Deus estabeleceu para o culto coisas que lhe agradam, e explicitou outras que não lhe agradam. Portanto, se quisermos que nosso culto seja aceitável precisamos submetê-lo a revelação divina. Se a Palavra de Deus aprovar, podemos ficar tranqüilos e perseverar em nossa atitude. No entanto, se ela desaprovar, humildemente devemos reconhecer diante de Deus o nosso erro e retornar ao princípio bíblico que Deus estabeleceu. Ele espera isso de todos nós.

Não podemos esquecer, que mesmo quando o verdadeiro Deus é adorado, podem existir problemas que tornam está adoração desagradável e mesmo inaceitável para Ele. Isto é o que podemos chamar de “cultuar de forma errada o Deus verdadeiro ou praticar o culto que não cultua a Deus”. Existem formas de culto que em vez de agradar a Deus o entristece: “as vossas solenidades, a minha alma aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer” (Is.1:14).

De acordo com Isaías 1:10-17, a maior queixa contra o povo é que este desobedecia continua e abertamente ao Senhor, mas continuava a lhe oferecer sacrifícios e ofertas, cultuando como se nada tivesse acontecido, como se fosse o povo mais santo da terra. Deus diz que aquilo era abominável (v.13), porque ele não podia “suportar a iniqüidade associada ao ajuntamento solene”. O povo vinha até a presença de Deus, cultuava mas não mudava de vida. Apresentava-se diante de Deus coberto de pecados e sem arrependimento, pensando, talvez, que bastava cumprir os rituais e tudo estaria resolvido. Esse povo aparentemente participava com animação de todos os trabalhos religiosos, fossem festas, convocações, solenidades etc. E ainda era um povo muito dado à oração. Uma oração altamente emotiva, pois eles “estendiam as mãos” e “multiplicavam as orações” (v.15). Mas Deus disse que em hipótese alguma ouviria, pois eram mãos contaminadas e , certamente, orações vazias. Eram hipócritas.

O culto hipócrita que foi denunciado era causado pelo apego a mera formalidade, aos ritos, sem correspondência interior. Por fora tudo estava correto, mas interiormente essas ações litúrgicas não eram expressões de um coração agradecido. Era por essa razão que aquele culto se tornava uma coisa abominável ao Senhor. Assim o Senhor condenou o povo de Israel pela boca do profeta Isaías, dizendo: “este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu...” (Is.29:13). Ou seja, o que está nos lábios é correto, mas as motivações do coração são erradas. No fundo, todas essas expressões hipócritas não passam de atos mecânicos. São invenções humanas que não se importam com a vontade de Deus. O resultado final, é que o formalismo, associado à corrupção doutrinária, produzira um tremendo desvio do Senhor e um afastamento do verdadeiro culto que devemos a Deus. Infelizmente, esse é o tipo de culto que temos atualmente em grande parte das igrejas cristãs, um culto mecânico que desonra Deus, pois, não demonstra amá-Lo de todo coração, de toda alma, com todas as forças e com todo entendimento (Lc.10:27). Com propriedade, podemos dizer que esse é um culto que não cultua a Deus. Jamais podemos nos esquecer que qualquer tipo de adoração não serve para Deus. Há maneiras corretas e outras erradas de se adorar a Deus. Convém aprender a maneira correta. Um culto oferecido a Deus de forma hipócrita, sem honrar a palavra, que perverte o uso dos elementos de culto, que é feito de forma mecânica, que não oferece o melhor ou que não vem acompanhado de uma vida santa, não pode agradar a Deus, NEM PODE SER CHAMADO DE UM CULTO QUE CULTUA A DEUS.

Deus não se agrada de tudo o que fazemos supostamente em seu nome, por isso devemos ser obedientes a Ele e descobrir o que realmente lhe agrada. Precisamos evitar procedimentos e costumes que inventamos, por melhores, mais atrativos e práticos que pareçam. Mas a questão final é: onde podemos descobrir a forma de culto que realmente agrada a Deus? A resposta é que esta forma de culto que cultua a Deus, esta na Sua Palavra. A Bíblia é nossa regra de fé e prática, somente nela podemos encontrar o ensino confiável para entendermos o que agrada a Deus. Se a desprezarmos e confiarmos em nossas técnicas modernas, certamente não estaremos honrando aquele que a inspirou e nos entregou para que fosse o meio pelo qual teríamos conhecimento dele. A Confissão de Fé de Westminster no Capítulo 21, parágrafo 1, diz: “...a maneira aceitável de se cultuar o Deus verdadeiro é aquela instituída por Ele mesmo, e que está bem delimitada por Sua própria vontade revelada, para que Deus não seja adorado de acordo com as imaginações e invenções humanas, nem com as sugestões de Satanás, nem por meio de qualquer representação visível ou qualquer outro modo não prescrito nas Sagradas Escrituras.”

Portanto, podemos concluir afirmando, sem medo de errar, que todas as práticas absurdas encontradas nos cultos dos nossos dias, tais como: orações em conjunto, grupos de oração, bandas, solos, duetos, quartetos, conjuntos, dirigentes, palmas, palmas para Jesus, apelos, danças, culto de jovens, culto de senhoras e crianças, gargalhadas santas, cair no espírito, cuspe santo, cânticos em línguas, urros, recitação de poesias, amarrar, desamarrar, representações teatrais, testemunhos pessoais, culto musicado(cantata), louvorzão, curas, libertações, interromper o culto para cumprimentar os irmãos ou visitantes, luzes coloridas...etc se originaram de pessoas que não se deixaram guiar pela Bíblia, mas antes foram atrás de seus próprios raciocínios e de sua própria vontade (praticam o culto da vontade, onde a adoração é uma questão de gosto e conveniência). Se quisermos agradar a Deus nunca podemos negligenciar a Bíblia. A Palavra de Deus é a verdade (Jo.17:17) e obedecê-la é o melhor culto que poderíamos oferecer ao Senhor.


Extraído de: www.monergismo.com.br

POR QUE LEVANTAR AS MÃOS?

Por Dr. Peter Masters


É alegado que o levantar das mãos na adoração é sancionado na Bíblia, e deveria, portanto, ter o seu lugar no culto hoje. Existem várias referências a isso nos Salmos, e uma no Novo Testamento. Por que Davi levantou suas mãos? O que sua ação significa? Quando ele o fez?

Lemos no Salmo 28.2: “Ouve a voz das minhas súplicas… quando levantar as minhas mãos para o teu santo oráculo”. Davi estava fora de Jerusalém, provavelmente correndo de Absalão. Como um ausente, ele levantou suas mãos para o lugar do sacrifício em Jerusalém. Fez isso para identificar-se com a oferta do sacrifício pelo sacerdote. Ele não poderia estar presente, mas indicou sua solidariedade com a oferta.

Em Salmos 63.4, ele diz: “… em teu nome levantarei as minhas mãos”. Ele estava no deserto de Judá, e novamente isolado do lugar de sacrifício. Anelava estar no santuário (versículo 2). No tempo do sacrifício, ele uma vez mais levantou suas mãos para identificar-se com a oferta noturna.

Em Salmos 141:2, ele é claro como cristal sobre a questão. Longe do Tabernáculo uma vez mais, ele pediu que sua oração subisse como incenso…‘… e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde’.

Quando longe do Tabernáculo, Davi se engajava nessa ação para expressar sua unidade com a oferta da tarde. Sua ação não era um ‘teatro’ devocional, mas tinha significado real.
Deveríamos fazer o mesmo? Certamente não, pois os sacrifícios já terminaram. Jesus Cristo cumpriu por nós todas as leis e símbolos sacrificiais. O sacrifício da tarde não é mais oferecido. E esse é o motivo de não encontramos no Novo Testamento qualquer instrução para levantar literalmente nossas mãos durante a adoração. Fazê-lo seria reviver a realização dos sacrifícios. Seria depreciar o grande sacrifício oferecido de uma vez por todas, a morte expiatória de Cristo.

Três outros salmos mencionam ações com as mãos, mas referem-se a outros assuntos. O Salmo 119:482 fala de levantar as mãos em obediência diária a Deus – assim como um trabalhador tomaria suas ferramentas. O Salmo 134:23 refere-se aos sacerdotes literalmente oferecendo sacrifícios. O Salmo 143:64 vê Davi figurativamente (não literalmente) estendendo suas mãos a Deus, como uma criança necessitada faz com sua mãe.

Quando Paulo (1 Timóteo 2:85) ordena que os cristãos orem ‘levantando mão santas’, ele indubitavelmente quer dizer isso figurativamente. Oferecer mãos limpas a Deus num sentido literal, como crianças pequenas mostrando aos seus pais que se lavaram, seria ridículo. Aqui as mãos representam nossas ações, e Paulo quer dizer que deveríamos lutar por santidade antes de orarmos.

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

Fonte: Revista Sword and Trowel.

O QUE É ADORAÇÃO?

Por William Shishko

“Indubitavelmente, o primeiro fundamento da justiça é a adoração a Deus” - (João Calvino)

Adoração é atribuir honra a alguém que é digno. O dever supremo daqueles feitos à imagem de Deus é “atribuir dignidade” àquele em quem vivemos, nos movemos e temos a nossa existência (Atos 17:28). A adoração cristã tem sido corretamente definida como “a atividade da nova vida de um crente na qual, reconhecendo a plenitude da Divindade como
revelada na pessoa de Jesus Cristo e seus poderosos atos redentores, busca pelo poder do Espírito Santo prestar ao Deus vivo a glória, honra e submissão que lhe é devida” (Robert Rayburn). “Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Apocalipse 5:12). Nossa adoração deve refletir a adoração do céu, na qual todos os que estão ao redor do trono de Deus dão-lhe glória. “O Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4:23).

A sua adoração pessoal, em sua família, e especialmente quando reunido como uma igreja deveria ser a experiência mais maravilhosa da sua vida. Deveria ser um antegozo de uma eternidade de adoração àquele que nos salvou e nos abençoou com imensuráveis bondades.


Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Extraído de: www.monergismo.com.br

O CHAMADO À ADORAÇÃO

Por William Shishko

Jesus nos chama da adoração
das riquezas vãs do mundo
de cada ídolo que nos impediria,
dizendo, “cristão, ame-me mais” (Jesus Calls Us, estrofe 3)

O mundo nos chama às suas várias formas de adoração todos os dias. Anúncios nos chamam a gastar o nosso dinheiro (a adoração de Mamon). De várias formas, somos chamados a dar o nosso tempo aos esportes, televisão e outras diversões (a adoração do prazer). Podemos planejar as coisas de tal forma que nos tornamos o centro das nossas vidas (a adoração do eu). O chamado para adoração no culto do Dia do Senhor é designado para nos afastar de todas as outras adorações, para que nos foquemos no Deus vivo e verdadeiro. Quando você vai adorar no domingo pela manhã, você pode estar preocupado com alguma coisa no percurso de carro. Você pode se sentir estressado após levar as crianças ao banheiro, alimentá-las rapidamente, deixá-las na sala de escola bíblica, e subir (em tempo!) ao auditório. Você pode estar cansado de uma semana movimentada. Pode estar mal-humorado por inúmeras razões. O chamado à adoração convida você a colocar todas essas coisas de lado, e entrar solene e alegremente no alto privilégio da adoração. Deus mesmo, através do seu ministro, chama você a dar-lhe a glória que é devida ao seu nome. Ouça cuidadosamente as palavras do chamado à adoração:

“Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor” (Sl. 100:4).
“Adorai o SENHOR na beleza da santidade” (Sl. 29:2).
“Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque fez maravilhas” (Sl. 98:1).
“Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos” (Sl. 95:6).

Então, regozije-se no fato que seu Criador e Redentor te chamou para que você se una a outros no mais alto chamado para aqueles que foram criados à sua imagem e salvos por sua graça. “Exaltai ao SENHOR nosso Deus e adorai-o no seu monte santo, pois o SENHOR nosso Deus é santo” (Sl. 99:9).


Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Extraído de: www.monergismo.com.br