Deus não precisa pedir licença ao homem para agir dentro dele. Essa é uma obra divina que não deixa o homem ser autônomo nem independente. Infelizmente, mesmo em meios evangélicos, há aqueles que insistem no fato de o homem deixar Deus agir em sua vida, nas mais variadas áreas. Deus tem que ter a licença humana para poder trabalhar na sua criatura. Essa teologia fica expressa em vários hinos e cânticos que nossas igrejas cantam. Essas igrejas são educadas na fé pelas músicas que cantam e, muitas vezes, as que prevalecem são as que ensinam coisas erradas. E uma das coisas erradas é a de que Deus age com a condição de nós o deixarmos agir. - “opera em nós tanto o querer como o realizar” (Fp 2.13). (Heber Campos)
sábado, 10 de julho de 2010
DEIXAR DEUS AGIR?
Deus não precisa pedir licença ao homem para agir dentro dele. Essa é uma obra divina que não deixa o homem ser autônomo nem independente. Infelizmente, mesmo em meios evangélicos, há aqueles que insistem no fato de o homem deixar Deus agir em sua vida, nas mais variadas áreas. Deus tem que ter a licença humana para poder trabalhar na sua criatura. Essa teologia fica expressa em vários hinos e cânticos que nossas igrejas cantam. Essas igrejas são educadas na fé pelas músicas que cantam e, muitas vezes, as que prevalecem são as que ensinam coisas erradas. E uma das coisas erradas é a de que Deus age com a condição de nós o deixarmos agir. - “opera em nós tanto o querer como o realizar” (Fp 2.13). (Heber Campos)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
REGENERADOS
por Vincent CheungNós podemos definir a natureza pecaminosa do homem como uma forte disposição da mente para o mal (Colossenses 1:21; Romanos 8:5-7). REGENERAÇÃO é uma obra de Deus na qual ele muda tal disposição má numa que se deleita nas leis e nos preceitos de Deus (Ezequiel 11:19-20, 36:26-27), e isso resulta no que significa uma ressurreição espiritual. Regeneração é uma transformação drástica e permanente no nível mais profundo da personalidade e intelecto de alguém, que podemos chamar de uma RECONSTRUÇÃO RADICAL. [35] Os compromissos mais básicos do indivíduo são voltados de objetos e princípios abomináveis, que ele uma vez serviu, para Deus. Essa mudança no primeiro princípio de pensamento e conduta de uma pessoa gera um efeito replicante que transforma o espectro inteiro de sua cosmovisão e estilo de vida.
Regeneração, ou ser “nascido de novo”, ocorre em conjunção com o chamado eficaz de Deus para com os seus eleitos (1 Pedro 1:23; Tiago 1:18), e os capacita a responder em fé e arrependimento a Cristo. Isso significa que a regeneração precede a fé; isto é, uma pessoa não nasce de novo pela fé, mas ela é capacitada a crer precisamente porque Deus a regenerou primeiro. Fé não é a pré-condição da regeneração; antes, a regeneração é a pré-condição da fé.
Uma razão pela qual muitos cristãos pensam que a regeneração ocorre pela fé é por que eles têm confundido regeneração com “salvação” em geral, e “justificação” em particular. Quando a palavra “salvação” é aplicada ao pecador, ela é um termo geral que pode implicar diversas coisas, tais como os itens que estamos discutindo nesse capítulo [*]. Por outro lado, na justificação Deus confere ao eleito a justiça legal merecida por Cristo em sua obra redentora. A Bíblia ensina que nós somos justificados pela fé, e não que nós somos regenerados pela fé. A confusão acontece quando alguém considera tanto a justificação como a regeneração como significando “salvação”.
Jesus diz: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (João 3:3). A palavra “ver” aqui se refere principalmente à capacidade de entender, ou “investigar”. Paulo escreve em 2 Coríntios 4:4: “O deus desta era cegou as mentes dos descrentes, para que não possam ver a luz do evangelho da glória de Cristo”. Se eles não podem ver o evangelho, então eles não podem aceitá-lo, o que conseqüentemente torna impossível que eles sejam salvos.
Mateus 13:15 estabelece um ponto similar: “Pois o coração deste povo se tornou insensível; de má vontade ouviram com seus ouvidos, e fecharam seus olhos. Se assim não fosse, poderiam ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, entender com o coração e se converter, e eu os curaria”. Ou, como Marcos 4:12 diz: “De outro modo, poderiam converter-se e ser perdoados!”. Uma pessoa entenderá somente quando for capaz de ver, e somente quando ela entender é que ela será capaz de se voltar, isto é, se “converter” (Mateus 13:15). Se é necessário “ver” antes que alguém tenha fé, e se a capacidade de “ver” é somente possível após a regeneração (João 3:3), então naturalmente a regeneração vem antes da fé.
Revisando, Deus escolheu um número de indivíduos para receber a salvação. Após isso, Cristo veio a esta terra e pagou o preço do pecado pelos eleitos. Então, cada um dos eleitos é intimado a crer no evangelho nos tempos específicos designados por Deus. Contudo, visto que os eleitos nascem como pecadores, há presente dentro deles uma forte disposição para o mal, tornando-os incapazes e indispostos para responder. Portanto, Deus regenera os pecadores eleitos assim como ele os intima, e coloca em cada um deles uma nova natureza que é disposta para com Deus e a justiça. Assim, a regeneração é uma obra MONERGÍSTICA – ela é uma obra de Deus que produz seus efeitos sem qualquer cooperação da pessoa que está sendo salva.
João 1:12-13 faz referência à natureza monergística da regeneração: “Mas a todos quantos o receberam, a eles ele deu o direito de se tornarem filhos de Deus, àqueles que quem crêem em seu nome, que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (NASB). A passagem indica que a regeneração não ocorre por se pertencer a uma descendência natural particular, nem ocorre por “decisão humana” (v. 13, NIV). A visão popular da regeneração é que através de uma “decisão” por Cristo, o homem pode nascer de novo, e assim, ser salvo do pecado. Contudo, a Escritura ensina que a regeneração é uma obra totalmente de Deus, que ele efetua em seus escolhidos, e que não ocorre através da vontade do homem: “O vento sopra onde quer. Você o ouve, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito” (João 3:8).
É fácil entender porque a regeneração deve preceder a fé se guardarmos em mente que o homem está espiritualmente morto antes da regeneração (Efésios 2:1; Romanos 3:10-12, 23). Por causa da hostilidade da mente às coisas de Deus antes da regeneração, os eleitos por si mesmos nunca chegariam à fé em Cristo quando o evangelho lhes fosse apresentado. É Deus quem age primeiro, e tendo mudado a disposição deles de má para boa, e das trevas para a luz, eles então respondem ao evangelho pela fé em Cristo, e por ela eles se tornam justificados aos olhos de Deus. Atos 16:14 registra a conversão de Lídia, e o versículo diz que foi Deus quem primeiro “abriu seu coração” para que ela pudesse “responder à mensagem de Paulo”.
(Teologia Sistemática, páginas 188-189)
NOTAS:
[35] - Ela é “radical” no sentido de que ela afeta a própria raiz da personalidade de uma pessoal.
[*] - Nota do tradutor: Os assuntos tratados no capítulo são: eleição, chamado, regeneração, conversão, justificação, adoção, santificação, preservação.
Extraído de: www.monergismo.com
A VONTADE DE DEUS
por Arthur W. PinkAo tratar da Vontade de Deus alguns teólogos têm diferenciado entre Sua vontade decretiva e Sua vontade permissiva, insistindo que há certas coisas que Deus tem positivamente pré-ordenado, mas outras coisas que Ele meramente tolera existir ou acontecer. Mas tal distinção não é uma distinção de maneira alguma, na medida em que Deus somente permite o que está de acordo com Sua vontade. Nenhuma distinção teria sido inventada, tivesse esses teólogos discernido que Deus pode ter decretado a existência e atividades do pecado sem Ele mesmo ser o Autor do pecado. Pessoalmente, nós preferimos adotar a distinção feita pelos antigos Calvinistas entre a vontade secreta e revelada de Deus, ou, para expressar de uma outra forma, Sua vontade dispositiva e preceptiva.
A vontade revelado de Deus é feita conhecida em Sua Palavra, mas Sua vontade secreta são Seus próprios conselhos encobertos. A vontade revelada de Deus é o definidor de nosso dever e o padrão de nossa responsabilidade. A primária e básica razão pela qual eu devo seguir certo curso ou fazer certa coisa é por causa da vontade de Deus, a Sua vontade sendo claramente definida para mim em Sua Palavra. Que eu não deveria seguir um certo curso, que eu devo me abster de fazer certas coisas, é porque elas são contrárias à vontade revelada de Deus. Mas suponha que eu desobedeça a Palavra de Deus, então, eu não contrario Sua vontade? E se é assim, como pode ainda ser verdade que a vontade de Deus sempre é feita e Seu conselho consumado todas as vezes? Tais questões fazem evidente a necessidade de se defender uma distinção aqui. A vontade revelada de Deus é freqüentemente contrariada, mas Sua vontade secreta nunca é frustrada. Que é legítimo fazermos tal distinção concernente à vontade de Deus, é clara a partir das Escrituras. Tome esta duas passagens: "Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição" (1 Tessalonicenses 4:3); "Dir-me-ás então. Por que se queixa ele ainda? Pois, quem resiste à sua vontade?" (Romanos 9:19). Pode um leitor pensativo declara que a "vontade" de Deus tem precisamente o mesmo significado em ambas dessas passagens? Nós seguramente esperamos que não. A primeira passagem refere-se à vontade revelada de Deus, a última à Sua vontade secreta. A primeira passagem concerne a nosso dever, a última declara que o propósito secreto de Deus é imutável e deve acontecer não obstante a insubordinação das Suas criaturas. A vontade revelada de Deus nunca é perfeitamente ou completamente realizada por alguém de nós, mas Sua vontade secreta nunca falha na consumação até mesmo no mais minucioso detalhe. Sua vontade secreta concerne principalmente a eventos futuros; Sua vontade revelada, nosso dever presente: uma tem que ver com Seu irresistível propósito, o outro com Seu agrado manifestado: uma é elaborada sobre nós e realizada através de nós, a outra é para feita por nós.
A vontade secreta de Deus é Seu eterno, imutável propósito concernente a todas as coisas que Ele fez, para produzir certos meios para seus fins apontados: disto Deus declara explicitamente: "Meu conselho subsistirá, e farei toda Minha vontade" (Isaías 46:10). Esta é a absoluta, eficaz vontade de Deus, sempre efetuada, sempre realizada. A vontade revelada de Deus contêm não Seu propósito e decreto, mas nosso dever, - não o que Ele fará de acordo com Seu eterno conselho, mas o que nós deveríamos faze se quiséssemos agradá-LO, e isto é expresso nos preceitos e promessas de Sua Palavra. O que quer que Deus tenha determinado consigo mesmo, seja para Ele próprio fazer, ou para fazer pelos outros, ou tolerar que seja feito, enquanto isto está em Seu próprio seio, e não foi feito conhecido por algum evento na providência, ou por preceito, ou por profecia, é Sua vontade secreta. Tais são as coisas profundas de Deus, os pensamentos de Seu coração, os conselhos de Sua mente, que são impenetráveis para todas criaturas. Mas quando estas coisas são feitas conhecidas, elas tornam-se Sua vontade revelada: tal é quase todo o livro do Apocalipse, no qual Deus tem feito conhecido a nós "coisas que brevemente devem acontecer" (Apocalipse 1:1 - "deve" porque Ele eternamente propôs que deveriam acontecer).
Tem sido objetado pelos teólogos Arminianos que a divisão da vontade de Deus em secreta e revelada é insustentável, pois ela faz com que Deus tenha duas vontades diferentes, uma oposta a outra. Mas isto é um engano, devido a falha deles em ver que a vontade secreta e revelada de Deus dizem respeito a objetos inteiramente diferentes. Se Deus requeresse e proibisse a coisa, ou se Ele decretasse que a mesma coisa aconteceria ou não, então Sua vontade secreta e revelada seria contraditória e sem propósito. Se aqueles que objetam à vontade secreta e revelada de Deus como sendo inconsistentes, fizessem a mesma distinção neste caso que eles fazem em muitos outros casos, a aparente inconsistência imediatamente desapareceria. Quão freqüentemente os homens traçam uma astuta distinção entre o que é desejável em sua própria natureza, e o que não é desejável considerando todas as coisas. Por exemplo, o pai carinhoso não deseja simplesmente considerar punir seu filho ofensivo, mas, considerando todas as coisas, ele sabe que este é o seu dever obrigatório, e assim corrige seu filho. E embora ele conte ao seu filho que ele não deseja castigá-lo, mas que ele está certo que isto é o melhor ao fazer considerando todas as coisas, então um filho inteligente verá que não há inconsistência entre o que o pai diz e faz. Exatamente assim o Criador Todo-sábio pode consistentemente decretar acontecer coisas que Ele odeia, proibir e condenar. Deus escolhe que algumas coisas existem que Ele odeia completamente (na intrínseca natureza delas), e Ele também escolhe que algumas coisas, todavia não existam, as quais Ele ama perfeitamente (na intrínseca natureza delas). Por exemplo: Ele ordenou que Faraó deixasse Seu povo ir, porque isso era justo na natureza das coisas, todavia, Ele secretamente havia declarado que Faraó não deveria deixar o Seu povo ir, não porque era justo em Faraó recusar, mas porque era melhor considerando todas as coisas que ele não os deixasse ir - isto é, melhor porque favoreceu um propósito mais amplo de Deus.
Novamente; Deus nos manda sermos perfeitamente santos nesta vida (Mateus 5:48), porque isto é justo na natureza das coisas, mas Ele decretou que nenhum homem será perfeitamente santo nesta vida, porque é melhor, considerando todas as coisas, que ninguém seja perfeitamente santo (experimentalmente) antes de deixar este mundo. Santidade é uma coisa, o acontecimento da santidade é outra; assim, pecado é uma coisa, o acontecimento do pecado é outra. Quando Deus requer santidade, Sua vontade preceptiva ou revelada considera a natureza ou excelência moral da santidade; mas quando Ele decreta que a santidade não ocorra (completa e perfeitamente), Sua vontade secreta ou decretiva considera somente o evento de que ela não ocorre. Assim, novamente, quando Deus proíbe o pecado, Sua vontade preceptiva ou revelada considera somente a natureza ou o mal moral do pecado; mas quando Ele decreta que o pecado ocorrerá, Sua vontade secreta considera somente sua real ocorrência para servir o Seu bom propósito. Portanto, a vontade secreta e revelada de Deus considera objetos inteiramente diferentes.
A vontade do decreto de Deus não é a Sua vontade no mesmo sentido como Sua vontade de mandamento é. Portanto, não há dificuldade em supor que uma possa ser contrária à outra. Sua vontade, em ambos sentidos, é Sua inclinação. Tudo que concerne a Sua vontade revelada é perfeitamente de acordo com Sua natureza, como quando Ele ordena amor, obediência, e serviço de Suas criaturas. Mas o que concerne a Sua vontade secreta tem em vista Seu fim supremo, para o qual todas as coisas estão agora operando. Portanto, Ele decreta a entrada de pecado no Seu universo, embora Sua própria natureza santa odeie todo pecado com infinita repulsa, todavia, porque este é um dos meios pelos quais Ele apontou o fim para ser alcançado, Ele tolera a entrada dele. A vontade revelada de Deus é a medida de nossa responsabilidade e o determinante de nosso dever. Com a vontade secreta de Deus nós não temos nada para fazer: esta é de Sua incumbência. Mas Deus, sabendo que falharemos em fazer perfeitamente Sua vontade revelada, ordenou Seus eternos conselhos conseqüentemente, e estes eternos conselhos, que aconteça Sua vontade secreta, embora desconhecida para nós, embora inconscientemente, cumprida em e através de nós.
Se o leitor está preparado ou não para aceitar a distinção acima na vontade de Deus, ele deve reconhecer que os mandamentos das Escrituras declaram a vontade revelada de Deus, e ele deve também aceitar que algumas vezes Deus não quer impedir a quebra daqueles mandamentos, porque Ele na realidade não o impede. Que Deus quer permitir o pecado é evidente, porque Ele o permite. Certamente ninguém dirá que o próprio Deus faz o que Ele não quer fazer.
Finalmente, deixe-me dizer novamente que, minha responsabilidade em relação à vontade de Deus é medida pelo que Ele fez conhecido na Sua Palavra. Ali eu aprendo que é meu dever usar os meios de Sua providência, e humildemente orar para que Ele possa Se agradar em abençoá-los para mim. Recusar assim fazer sobre o fundamente de que eu sou ignorante do que possa ou não possa ser Seus conselhos secretos concernentes a mim, não somente é um absurdo, mas também o ápice da presunção. Nós repetimos: a vontade secreta de Deus não nos diz respeito; é Sua vontade revelada que mede nossa responsabilidade. Que não há conflito entre a vontade secreta e revelada de Deus é claro a partir do fato que, a primeira é realizada pelo meu uso dos meios registrados na última.
NOTA DO TRADUTOR: O presente artigo é um dos apêndices (o quarto) do excelente livro “A Soberania de Deus”, de Arthur Pink. Este livro foi traduzido para o português e publicado pela Editora Fiel, com o título “Deus é Soberano”. Contudo, não consta na versão brasileira o capítulo sobre “A Soberania de Deus na Reprovação” e nenhum dos quatro apêndices, os quais podem ambos ser lidos aqui no site Monergismo.com.
Extraído de: www.monergismo.com
A EXTENSÃO DA SOBERANIA DE DEUS
por Gordon LyonsO governo ou domínio soberano de Deus é universal, absoluto e imutável (ou inalterável). Nós podemos sumarizar estes aspectos mais plenamente da seguinte forma:
1. Soberania Universal
A soberania de Deus é universal. Ela se estende sobre toda a sua criação; animada e inanimada — e da mais alta forma de criatura vivente até a mais baixa. No reino das criaturas vivas, Deus exerce poder sobre anjos, humanidade e animais inferiores. Nenhum pardal cair sem a vontade de nosso Pai que está no céu.
Para este fim, o Senhor Jesus disse:
Mateus 10:29-31
Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai. E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. Não temais, pois! Bem mais valeis vós do que muitos pardais. (Veja vv.16-33; cf. v.30 com Lucas 21:18)
Novamente, está escrito:
Salmo 103:19
O SENHOR tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.
Daniel 4:17
Esta sentença é por decreto dos vigiadores, e esta ordem, por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens; e os dá a quem quer e até ao mais baixo dos homens constitui sobre eles.
2. Soberania Absoluta
A soberania de Deus é absoluta. Sua autoridade é perfeita em sua administração; ela é exercida a partir da sabedoria infinita de Deus, e é suprema na extensão de seu poder, glória e domínio. Nenhum limite pode, e nem será, posto no lugar da autoridade, poder ou controle soberano de Deus. No avanço de Seus propósitos e planos eternos, o SENHOR age como Lhe agrada com os habitantes dos céus e entre os moradores da terra. Nada em toda a criação é capaz de resistir à vontade de Deus, ou frustrar os Seus propósitos — seja por meio de homens, super-homens, anjos, espíritos caídos ou maus, ou qualquer outra coisa.
Para este fim, a Escritura diz:
Isaías 14:24
Jurou o SENHOR dos Exércitos, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e, como determinei, assim se efetuará.
Daniel 4:34-35
Mas, ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os meus olhos ao céu, e tornou-me a vir o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?. (Veja vv.19-37)
3. Soberania Imutável
A soberania de Deus é imutável, Ela permanece inalteravelmente a mesma durante todo o tempo, e sob todas as circunstâncias. O governo e domínio soberano de Deus não podem ser ignorados; ele não pode ser rejeitado, e não pode ser frustrado ou impedido pela humanidade ou por qualquer outra coisa na criação. O poder e domínio soberano de Deus amarram todas as criaturas tão completamente quanto as leis físicas amarram o universo material. O que Deus decretou ou pré-ordenou deve inevitavelmente acontecer. [2]
Assim, a Escritura declara:
Salmos 33:10-11
O SENHOR frustra os desígnios das nações e anula os intentos dos povos. O conselho do SENHOR dura para sempre; os desígnios do seu coração, por todas as gerações.
Isaías 14:26-27
Este é o desígnio que se formou concernente a toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem, pois, o invalidará? A sua mão está estendida; quem, pois, a fará voltar atrás?
Atos 4:28
Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer.
NOTAS:
[1] - Extraído de C. Hodge, Systematic Theology, Vol. 1 [Grand Rapids: Eerdmans, 1871, 1977 reprint], p. 440.
domingo, 4 de julho de 2010
TODOS OS HOMENS VIVEM PARA CONHECER A DEUS
Nem sequer entre os bárbaros e completamente selvagens é possível encontrar um homem que careça de certo sentido religioso; e isso é devido a que todos nós temos sido criados para este fim: conhecer a Majestade de nosso Criador e, uma vez conhecida, tê-lo em grande estima por acima de tudo, e honrá-lo com todo temor, amor e reverência.Deixando de lado os infiéis, que só tratam de apagar de sua memória este sentido de Deus, implantando em seus corações, nós, os que fazemos confissão de piedade, devemos ter presente que esta vida caduca e que pronto acabará, não deveria ser outra coisa senão uma meditação da imortalidade. Agora bem, em nenhuma parte podemos achar a vida eterna e imortal, se não for em Deus. Portanto, o principal cuidado e preocupação de nossa vida deve consistir em buscar a Deus e aspirar a Ele com todo o afeto de nosso coração e encontrar o único repouso somente nEle.
João Calvino
Breve Instrução Cristã
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